Os pescadores receiam que as areias dragadas, por eventual contaminação, prejudiquem a pesca no local de depósito. A Docapesca explica que as areias são separadas do lixo, que foram analisadas e que a Agência Portuguesa do Ambiente identificou o local de depósito
Mútua dos Pescadores
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A Associação de Pescadores de Tavira (APT) teme os efeitos da dragagem que está a ser feita no rio Gilão, em Tavira, sob responsabilidade da Docapesca, para permitir a construção de um passadiço flutuante no local, revelou ontem a RTP. De acordo com a reportagem emitida pela estação televisiva, a APT discorda do local escolhido para depositar os dragados e considera que as lamas retiradas do fundo marinho dêem à costa.

O argumento usado pela associação é o de que o local escolhido, a 200 ou 300 metros a Nascente da barra de Tavira, segundo refere o representante da APT, prejudica a pesca. Até porque as lamas depositadas poderão, eventualmente, estar contaminadas.

Sérgio Faias, engenheiro da Docapesca, esclareceu na reportagem que “antes de serem despejadas no mar, as areias são separadas do lixo”, não constituindo por isso um perigo para o ecossistema. O mesmo responsável acrescenta que a dragagem foi objecto de um estudo e de um projecto que contempla o cumprimento de todos os procedimentos previstos para a análise de dragados. De acordo com Sérgio Faias, foram recolhidas amostras e com base nas respectivas análises, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) identificou o melhor local para depositar os dragados.

O mesmo engenheiro lembrou também que ao proceder neste momento à dragagem, isso permitirá que durante o Inverno o mar faça uma lavagem das areias, pelo que na época balnear as praias deverão estar com as areias brancas.

 

 



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