A proposta de 10.799 toneladas para este ano é tida como insuficiente pelos pescadores ibéricos que, face às evidências científicas, defendem uma quota de 15.425 toneladas
ANOPCERCO
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A proposta de captura de sardinha para 2019 é de 10.799 toneladas, a repartir entre Portugal e Espanha. Em todo o caso, a sugestão da União Europeia terá sido de 10.300 toneladas. Mas o Ministério do Mar já terá admitido que a quota pode ser aumentada, em função de dados resultantes de cruzeiros científicos de Maio, que deverão ser conhecidos até ao fim de Junho.

A Associação das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOPCERCO), porém, já considerou este valor insuficiente. O seu responsável, Humberto Jorge, em declarações à Lusa, entendeu que este valor não garantirá “as condições mínimas para a sobrevivência, ajudando desta forma ao declínio e eventual desaparecimento do sector da pesca de cerco em ambos os países”. E os representantes espanhóis do sector também estão descontentes.

Na última Quarta-feira, os representantes ibéricos do sector da sardinha foram recebidos em Bruxelas, falando em nome de cerca de 500 embarcações e 5 mil pescadores, e defenderam possibilidades de pesca de sardinha para este ano de 15.425 toneladas, a repartir entre Portugal e Espanha. Um valor acima do de 2018, que foi de 12 mil toneladas (depois reduzidas para 9 mil toneladas), a quota mais baixa de sempre, mas abaixo do de 2017.

O valor defendido pelos armadores e pescadores ibéricos de sardinha corresponde a 10% da estimativa do stock, fixado em 154.254 toneladas no mais recente parecer científico do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, no acrónimo em inglês) para este ano.

E já foi transmitido a Lisboa e Madrid, com o argumento de que “os bons resultados científicos obtidos em 2018 pelos cruzeiros de investigação científica”, apontavam para um aumento de 70% da biomassa da sardinha com mais de um ano, entre 2017 e 2018. Agora, o sector português da sardinha quer aguardar pelos resultados do cruzeiro do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que termina em 15 de Maio, e defendem uma reabertura de negociações em Julho, com base nos novos dados.



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