O novo Canal do Panamá e a dimensão cada vez maior dos navios está a tornar obsoletos os clássicos Panamax, cujo excesso de oferta antecipa um futuro pouco risonho para estas unidades a médio prazo, segundo prevê a Alphaliner
Canal do Panamá
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O número de porta-contentores Panamax, com uma capacidade entre 4.000 e 5.300 TEU, a cruzar o Canal do Panamá caiu de 221 para 47 entre 1 de Junho de 2016 e 1 de Setembro deste ano, refere o World Maritime News com base em dados da consultora Alphaliner.

Esta queda traduz a obsolescência a que estão votados estes navios, na sequência da abertura das novas eclusas do Canal do Panamá, em Junho de 2016, que os tornaram redundantes na travessia do canal, e pela cada vez maior entrada ao serviço de novos navios ULCS (ultra large container ships), com capacidades a partir das 12 mil TEU, que substituem os Panamax noutras rotas.

Segundo o jornal, com base em dados da Alphaliner, dos 47 Panamax que permanecem ao serviço nas rotas que cruzam o Canal do Panamá, 30 são utilizados em três serviços entre Extremo Oriente e Costa Leste dos Estados Unidos/Golfo do México. Antes de Junho de 2016, 15 destes serviços eram cobertos por 150 Panamax e 50 destes navios eram usados noutros serviços que cruzavam o canal.

O jornal recorda que o número dos Panamax caiu de 670, em 2013, para 543, actualmente, segundo a Alphaliner, que admite que estes navios lutam por ter alguma utilidade, sem que isso desminta o seu excesso face às necessidades e as curtas perspectivas que enfrentam a médio prazo.



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