Se Portugal possui inegável talento individual porque não o consegue transpor esse e projectar em termos institucionais e mesmo empresariais, como seria de esperar, é o centro da conversa com João Tasso Borges de Sousa, Professor na FEUP, cabeça do Laboratório e Sistemas de Tecnologia Subaquática, envolvido em múltiplos projectos internacionais, da Europa aos Estados Unidos onde tem trabalho inclusive não apenas com a NOOA mas também com a Marinha Norte-Americana, tentando perceber o que se passa e o que possível fazer.



2 comentários em “O paradoxo do talento individual e do fracasso institucional”

  1. Jose Luis G Cardoso diz:

    Mais uma vez muito obrigado ao JEM e ao senhor Doutor João Borges de Sousa por esta entrevista e às preocupações que manifestou.
    Estando associado à recente criada A4S, e atendendo aos projectos em curso em que o Laboratório de Sistemas e Tecnologias Subaquáticas anda envolvido perguntava o seguinte :
    Quantos investigadores e área de Doutoramento estão agregados ao LSTS?
    Os Robots já produzidos podem medir que parâmetros físico-quimicos e biológicos na coluna de água e podem ir até que profundidade. ?
    Considerando o sistema energético de propulsão qual a autonomia já conseguida?
    Ponderando os objectivos descritos de tentar percorrer o mar oceânico entre as ilhas do Arquipélago dos Açores , e da Madeira aos Açores que meios associados tem de haver em terra.?
    Considerando a possibilidade de haver um controle a partir de Navios oceanográficos, que sistema acústico em mergulho, e via satélite à superfície precisam de estar instalados?

    Muito Obrigado
    C Cump
    JLG Cardoso

  2. Margarida Almodovar diz:

    Agradeço ao JEM mais este momento de reflexão sobre os desafios que se colocam à economia do mar.
    Ouvi com muito interesse e atenção as reflexões do João Tasso, responsável por um grupo que tem vindo a desenvolver um trabalho muito interessante.
    Algumas preocupações são por mim partilhadas, alguns desafios são por mim seguidos com muito interesse e expectativa (veículos autónomos e o seu papel no conhecimento e vigilância).
    Gostaria de deixar uma questão: quando falam na necessidade de um plano de ação com a participação da sociedade, não seria interessante olhar para a ENM como o documento orientador e o seu plano de ação ser o documento que pode aglutinar os diferentes agentes e intervenientes e aí serem alicerçadas as diferentes iniciativas publicas e privadas?
    Numa altura em que é assumida a necessidade da cooperação e a importância das redes de conhecimento e ação, será preciso encontrar outros instrumentos, logo agora que foi aprovada a Estratégia Nacional para o Mar 2021 – 2030?
    Obrigada

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