Numa região cruzada diariamente por mais de 1500 navios e tida hoje como uma das zonas do mundo de maior insegurança marítima, o Golfo da Guiné é já um problema internacional que preocupa desde a União Europeia aos Estados Unidos, assim como, muito em particular nações como Portugal ou França, mas tão mais difícil de ultrapassar quanto a natureza múltipla e complexa dos conflitos e interesses envolvidos não se torna fácil, ou mesmo viável, uma intervenção como a realizada na Somália.
Assembleia da República


Um comentário em “O necessário apoio internacional à insegurança no Golfo da Guiné”

  1. Alvaro de Oliveira diz:

    Só há uma forma de acabar com a pirataria no Golfo da Guiné.
    A BIMCO já solicitou à UE o apoio naval para essa região e a própria Maersk, também já solicitou o apoio da marinha Dinamarquesa.
    Mas à semelhança da Somália, foi uma força naval multinacional que terminou com a pirataria. O ano passado foram Zero incidentes.
    A única razão que os piratas temem é a força, em especial, a da marinha Russa, que sempre disse que não tinha encontrado sobreviventes.
    Ora com uma força multinacional que derrube os piratas, estes temerão pela sua vida.
    Se estivermos à espera que haja alterações sociais nesses países, para que se consiga eliminar as causas da pirataria, bem podemos esperar sentados. É uma afirmação para o politicamente correcto, mas será sempre ineficaz.
    Parece que os membros do painel, desconhecem por completo o que é a Nigéria, Camarões, Benin, Serra Leoa, Libéria.
    As propostas da UE para implementar meios de controlo em terra e acções coordenadas com as forças navais locais é só conversa.

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