Consciencializar para a preservação dos ecossistemas dos rios e, consequentemente, dos mares, é um dos primordiais objectivos do Fluviário de Mora
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Resultante de um projecto no valor total de €7 111 040,37, financiado pela Câmara Municipal de Mora (em €4 271 836,23) e pelo FEDER da União Europeia (em €2 839 204,14), nasceu a 21 de Março de 2007 o Fluviário de Mora, localizado em Mora, no Alentejo. Trata-se do primeiro grande aquário de água doce da Europa, destinando a recriar o universo aquático com uma «natureza científica, cultural e de lazer» e a consolidar «uma vertente educativa e ambiental».

Embora neste planeta de água nem todos os rios sigam para o mar, a verdade é que a maioria dos rios tem como destino o mar e o oceano. E, por isso, “conhecer” o curso dos rios e de algumas das espécies que neles existem é fundamental para que possamos contribuir para a preservação dos ecossistemas de maneira consciente. E é esta consciência que uma visita ao Fluviário poderá despertar. Até porque também há espécies que circulam ora nos rios, ora no mar, como é o caso do salmão ou da dourada. Portanto aquilo que se faz de positivo ou de negativo nos rios irá afectar não só o que existe localmente no rio, como o que existe globalmente no mar e vice-versa. Recorde-se igualmente que a água do mar é formada sobretudo pelos cursos de água dos rios.

Assim, a visita começa pela simulação do percurso de um rio ibérico desde a nascente até à foz (seguido do percurso do lago), durante o qual o visitante poderá descobrir várias «espécies representativas da fauna piscícola de água doce portuguesa», bem como anfíbios e répteis. Góbio, bordalo, panjorca, saramugo, gambúsia, verdemã, boga-de-boca-arqueada, ruivaco, perca-Sol, rã-verde, sapo, cágado-mediterrânico, barbo-comum, boga-comum, chanchito, tença, barbo-de-cabeça-pequena, pimpão, enguia, truta-arco-íris, carpa, truta-marisca, cumba, esturjão, achigã, robalo-legítimo, tainha-olhalvo, charroco, raia curva e ainda lontra-de-garras-pequenas são as espécies que podem ser visitadas. Com excepção das lontras que se encontram num espaço exterior do Fluviário, todas as outras espécies encontram-se no interior deste, distribuídas por vários aquários.

Depois desta “viagem” de variedade e alguma cor, em que as raias interagem com os visitantes permitindo que estes as toquem e as lontras podem ser vistas enquanto são alimentadas, segue-se a secção dos habitats exóticos, onde podem ser encontradas algumas espécies da Bacia do Amazonas e dos Grandes Lagos Africanos: pirapitinga, piranha-vermelha, mata-mata, aruanã-prateado, anaconda-amarela, peixe-tromba-de-elefante, enguia-dinossauro, peixe-gato, peixe-faca, ciclídeos africanos, perereca e enguia-eléctrica.

Para além disso, o Fluviário conta ainda com uma sala de aula/laboratório, onde poderá receber a visita das escolas e uma exposição multimédia, onde através de animações criadas sobre “O Homem e o Rio” poderá adquirir conhecimentos sobre: o ambiente e ambiências, a água como recurso, a água como fonte de energia, as actividades económicas e lazer, e a engenharia. Tudo com o objectivo de consciencializar para a preservação dos ecossistemas dos rios e, consequentemente, dos mares.



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