A pesca ilegal é hoje um flagelo à escala mundial mas que se verifica também com especial incidência no Atlântico Sul e que, afectando com particular gravidade as populações ribeirinhas da Costa Africana, como no Golfo da Guiné, é já considerado inclusive como a primeira e mais séria causa de insegurança.


2 comentários em “O flagelo da pesca ilegal no Atlântico”

  1. Alvaro Oliveira diz:

    Na Costa Ocidental de África, são poucos os países que conseguem proteger as suas costas do saque a que são sujeitos.
    Com as excpções de Marrocos, Senegal, Gambia, Namibia e África do Sul, os restantes estão completamente abertos por inexistência de forças de protecção (Marinha ou Forças de Defesa).
    A costa de Angola está neste momento a sofrer um ataque de navios chineses, jamais visto. As capturas de pelágicos estão a decrescer fortemente.e a escassez de peixe para a população é grande.
    Os governos destes países são incapazes de imporem as suas forças de defesa ao serviço dos seus países.
    A Nigeria que tem uma Marinha de guerra é como sabemos uma zona de assaltos a navios com a conivência da própria Marinha.
    Só quando os recursos escassearem é que essas frotas de bandidos deixaram esses países.

  2. Manuel F. Fernandes diz:

    Se as águas territoriais de algum país estão a ser violadas e esse país não dispõe de meios para assegurar a sua defesa, deveria ser a Organização Marítima Internacional, enquanto agência da ONU, a promover essa defesa.
    Porque o problema acabará sempre por recair na ONU.
    Se não agir na defesa das águas territoriais de países pobres, mais tarde ou mais cedo terá de agir através da FAO ou da PAM para debelar a fome nesses países.

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