As partículas de plástico afinal podem também aglomerar-se, juntando-se a bactérias e outras partículas orgânicas, afectando a cadeia alimentar, inclusivamente no mar profundo.
Plástico
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O cenário dos plásticos no oceano não melhora. Um estudo recente de investigadores da Universidade Heriot-Watt, da Escócia, revela que as nanopartículas de plástico de que tanto se fala podem juntar-se a bactérias e outras partículas orgânicas formando aglomerados que afectam a cadeia alimentar marinha, segundo o Maritime Executive.

 

O estudo, realizado como parte do projeto RealRiskNano, financiado pelo NERC (Natural Environment Research Council) em colaboração com a Universidade de Plymouth, de Inglaterra, pretendia avaliar os riscos potenciais que fragmentos de plástico em escala nanométrica poderiam criar em ambiente aquático.

 

“Este é um primeiro passo para entender como os nanoplásticos interagem com os biopolímeros naturais nos oceanos do mundo”, começou por explicar Stephen Summers, um dos autores do estudo. “Descobrimos que os biopolímeros envolvem as partículas nanoplásticas, o que faz com que os plásticos se aglomerem. Os nanoplásticos, que são 100-200 vezes menores que uma célula bacteriana, foram realmente incorporados aos aglomerados, que se tornaram visíveis a olho nu nas experiências de laboratório”, conclui.

 

Segundo o principal autor, Tony Gutierrez, os aglomerados nanoplásticos observados pela equipa são semelhantes à neve marinha, uma matéria orgânica que desce da superfície do oceano até a profundidade, fornecendo alimento aos ecossistemas marinhos profundos.

 

A questão é que “plásticos mais pesados ​​poderiam levar a neve marinha a cair mais rapidamente no fundo do mar, enquanto o oposto poderia acontecer com formas mais leves de plástico, tornando-a mais flutuante e mais lenta. Nesse caso, os ecossistemas do mar profundo poderiam passar fome”, acrescentou Gutierrez.



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