Itália não está satisfeita com a decisão do Governo de Paris de nacionalizar os estaleiros de Saint-Nazzaire, impedindo a Ficantieri de deter mais de 50% do capital mesmos, vislumbrando-se agora a possibilidade de retaliação sobre a participação da Vivendi na Telecom Italia.
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Após a inclusiva reunião de Terça-feira entre os Ministros da Economia de França e Itália, Bruno Le Maire e Pier Carlo Padoan, em Roma, o Ministro Italiano da Indústria, Carlo Calenda, não deixou de assinalar já a possibilidade de se levantarem igualmente alguns problemas à participação de 24% que o Grupo Vivendi detém na Telecom Italia.

Sublinhando não se tratar de uma retaliação e manifestando-se esperançado que Paris e Roma possam chegar a um acordo ate 27 de Setembro, assim como no que respeita à possibilidade da Fincantieri poder vir a adquirir  efectivamente os 54% do capital dos estaleiros da STX em Saint-Nazzaire, como anteriormente acordado, Carlo Calenda não deixou de assinalar que a Vivendi está obrigada a cumprir rigorosamente os respectivos preceitos legais em relação à sua participação na Telecom Italia, o que, eventualmente, não estará a suceder.

De facto, como também referido, a Vivendi, dispondo de apenas 24% do capital da Telecom Italia, procedeu recentemente à nomeação de dois terços do Conselho de Administração da empresa, o que sucedeu sem notificar as respectivas autoridades nos dez dias legais que tinha para o fazer, uma vez tratar-se de uma empresa considerada «estratégica», onde existe ainda, inclusive, uma «Golden Share» por parte do Governo, e tal obrigação ser imperativa sempre que haja alteração na propriedade ou controlo da empresa.

Neste enquadramento, o Ministro da Indústria foi mesmo mais longe e afirmou também ser obrigação do Governo defender os interesses nacionais das empresas que sejam consideradas como um activo estratégico, como é o caso da Telecom Italia, não podendo deixar de se propor, em tais circunstâncias, as consequentes medidas preventivas contra quaisquer tomadas hostis de posição e controlo.



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