Portos
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Aumentou 17,1% o movimento de mercadorias nos portos comerciais do Continente em Janeiro e Fevereiro deste ano face ao período homólogo de 2016, segundo dados divulgados pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). O volume de carga movimentado neste período atingiu as 15.918.062 toneladas, “o valor mais elevado de sempre registado nos períodos Janeiro-Fevereiro”, diz a AMT.

O porto de Sines continua a dar o maior contributo para este resultado. No período em análise, registou um movimento 30,4% acima do verificado em Janeiro e Fevereiro de 2016, totalizando quase 9.108.987 milhões de toneladas de carga movimentada, equivalente a 57,2% do total dos portos, mais 5,8% do que detinha nos mesmos meses do ano anterior.

Os portos de Lisboa, Aveiro e Leixões também registaram crescimento, de 17,3%, 7,8% e 4,2%, respectivamente. Todos os outros tiveram “variações homólogas negativas” refere a AMT. Setúbal recuou cerca de 13,4%, Figueira da Foz 8,4%, Viana do Castelo 32% e Faro 48,7%, no total representando menos 232 mil toneladas de carga movimentada em Janeiro e Fevereiro deste ano, comparativamente com igual período de 2016.

O movimento de contentores em operações Ro-Ro e Lo-Lo foi de 309,4 mil unidades, equivalentes a 497,6 mil TEU, traduzindo um acréscimo de 27,8% e 29,1%, respectivamente, face ao período homólogo de 2016, e constituindo o melhor registo de sempre relativamente aos dois meses em análise. Ainda que em escalas diferentes, os maiores contributos nesta matéria vieram dos portos de Sines (que tem 62,4% do total dos portos) e Figueira da Foz (0,8% do total), ambos com crescimentos de 56% no volume de TEU.

De acordo com a AMT, por tipo de carga, aumentou o movimento de Carga Geral (24,8%) e Granéis Líquidos (28,7%), tendo diminuído o movimento de Granéis Sólidos (-11,6%), comparativamente a igual período de 2016. O movimento de Carga Contentorizada (37% do total) cresceu 30,5%, o de Produtos Petrolíferos (20% do total) 38,1% e o de Petróleo Bruto (16% do total) 24,2%.

A AMT refere ainda que entre os “mercados com menor dimensão, sublinha-se o comportamento do da carga Ro-Ro e dos Minérios” cujo movimento aumentou 20,4% e 39%, respectivamente, e o Outros Granéis Sólidos, que aumentou 3,5%. “Os restantes mercados registaram um recuo nos seus movimentos, tendo maior expressão o do mercado do Carvão, com -30,5%, o dos Produtos Agrícolas, com -14,7%, o dos Outros Granéis Líquidos, com -6,1%, e da Carga Fracionada, com -2,9%”, nota a AMT.

No período em análise, os portos referidos registaram “1641 escalas de navios das diversas tipologias”, incluindo os de cruzeiro de passageiros, “representando um crescimento homólogo de +2,2%, a que correspondeu uma arqueação bruta (GT) global de cerca de 29,3 milhões”, associada ao crescimento relativo ao mesmo período de 2016, “mas de dimensão mais expressiva (+6,4%), na linha da tendência já registada anteriormente para o aumento da dimensão média dos navios que escalam o sistema portuário do continente”, refere a AMT.

 



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