Com a resolução do conflito laboral na agenda, a ministra do Mar reuniu-se ontem com várias partes envolvidas e ficou optimista quanto à resolução da crise. Pediu o fim da paralisação laboral no porto durante um período necessário para a definição de um quadro permanente de estivadores efectivos superior ao actual
Porto de Setúbal
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A ministra do Mar reuniu ontem com 13 entidades, incluindo sindicatos, empresas e outros agentes portuários, para procurar resolver o conflito laboral do porto de Setúbal. De acordo com Ana Paula Vitorino, o encontro terá sido produtivo e criaram-se expectativas de que o conflito pode mesmo ser resolvido.

Para o Ministério do Mar, é importante que diminua a precaridade entre os estivadores, e nesse sentido, o Governo defende que os sindicatos suspendam a paralisação no porto setubalense, pelo menos, por três semanas, para dar tempo a que se chegue à criação de um quadro permanente de profissionais da estiva adequado à necessidade do porto.

Durante esse período, as partes devem encontrar um número de estivadores permanente, que passarão a efectivos. Uma das partes propõe 30 e outra 48, deixando antever que a resolução da crise é possível. Estes eram os números avançados pela ministra à hora do fecho deste artigo.

Caberá à Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) definir, nesse período, a dimensão do quadro de pessoal necessário, sem estar refém dos critérios das empresas ou das reivindicações sindicais. E caberá ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) a verificação de que as regras são cumpridas.

De acordo com uma estação televisiva, fica prevista nova reunião para os próximos dias 29 e 30 de Novembro. A ministra do Mar insistiu ainda no ponto de que o Governo não deve interferir nas negociações, até “porque não pode”, mas pode propiciar condições para que um acordo surja.

 



Um comentário em “Ministra do Mar reuniu com sindicatos e outros agentes portuários”

  1. Orlando Temes de Oliveira diz:

    E já lá vai o tempo em que utilizar trabalhadores exteriores para substituir os grevistas era um “crime”. Onde estão hoje essas vozes?

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