Na sequência de uma carta da federação sindical que lhe foi dirigida em tom muito crítico, Ana Paula Vitorino aceitou receber os representantes dos profissionais portuários e sugeriu 4 de Maio como data para o encontro
Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários
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A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, aceitou receber a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários (FNSTP) e sugeriu a data de 4 de Maio como data para o encontro, apurou o nosso jornal junto do Ministério do Mar. Segundo apurámos, a ministra já terá comunicado à FNSTP a sua intenção, manifestada na sequência de uma carta que lhe foi dirigida pela federação sindical solicitando-lhe uma audiência.

Nessa carta, escrita em tom vincadamente crítico para Ana Paula Vitorino, a FNSTP pediu uma audiência à ministra e exigiu uma resposta até 25 de Maio, sob pena de promover “iniciativas legais de expressão prejudicial ao normal funcionamento dos portos” em que os seus filiados trabalham e entre as quais constava a possibilidade de uma greve, segundo nos admitiu o presidente da federação sindical, Aristídes Peixoto.

Conforme refere a carta, a exigência foi decidida na passada Sexta-feira, na sequência de uma deliberação tomada por unanimidade em Assembleia Geral da FNSTP, representativa de mais de mil trabalhadores filiados em “oito associações de representação profissional portuária sediadas nos portos de Sines, de Aveiro, de Leixões, da Região Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira”. Enviada por correio electrónico (sem prejuízo da via postal) para o Ministério do Mar, a carta mereceu resposta no próprio dia, segundo apurámos junto daquele Ministério.

Na carta, a FNSTP acusa a ministra de “se abster de responder”, desde meados de 2016, “ao pedido de audiência que, repetidamente, lhe foi sendo feito por esta Federação Nacional” para debater temas constantes de um Documento de Trabalho de 15 de Julho de 2016, mesmo depois de esforços da própria UGT para “viabilizar a legítima pretensão” desta federação, sua filada. Um comportamento “pessoal e institucional” da ministra que a FNSTP classifica de “insólito e lamentável” e com o qual a federação sindical nunca se conformou.



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