Xi Jinping apelou à cooperação pela paz nos mares
Xi Jinping
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No arranque das celebrações do 70º aniversário da Marinha de guerra chinesa, no princípio desta semana, o Presidente chinês, Xi Jinping, apelou a esforços concertados para manter a paz nos mares e construir uma comunidade marítima de futuro partilhado, referem vários meios de comunicação internacionais.

Na ocasião, o líder chinês considerou que o seu país tem uma política nacional de carácter defensivo e que as suas Forças Armadas estão prontas para trabalhar com parceiros estrangeiros para contribuir activamente no sentido do desenvolvimento marítimo. Xi Jinping referiu igualmente que o motivo pelo qual a China propôs a iniciativa «Uma Faixa, Uma Rota», também conhecida por «One Belt, One Road», inspirada na ancestral Rota da Seda, foi facilitar as ligações marítimas e o desenvolvimento da economia azul, promovendo a integração de culturas marítimas e o melhoramento do bem-estar marítimo.

O Presidente chinês aproveitou para apelar a um melhoramento dos mecanismos de consulta nos casos de crise, em detrimento de respostas violentas ou com ameaça de violência. Na sua opinião, todos os países devem ser consultados numa base de igualdade, melhorar os processos de comunicação em crises, reforçar a segurança regional e cooperar na criação de soluções adequadas para disputas marítimas.

O momento alto, porém, foi a parada naval de ontem, em Qingdao, com a presença de delegações de mais de 60 países e a participação de quase duas dezenas de navios estrangeiros, provenientes das Filipinas, do Japão, do Vietname, da Coreia do Sul, da Rússia, da Índia, da Austrália, da Tailândia e de Singapura, entre outros Estados. Os Estados Unidos não enviaram navios à parada, embora tenham estado representados no evento com uma delegação.

Do lado chinês, participaram 32 navios, incluindo o primeiro porta-aviões, o Liaoning, de fabrico original soviético, adquirido por Pequim à Ucrânia em 1998, posteriormente modernizado e adaptado na China, e que entrou ao serviço em 2016. Participaram também submarinos nucleares, destroyers e 39 aviões militares.



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