Os 252 milhões de euros que o Primeiro-Ministro anunciou para o desenvolvimento da economia do Mar são uma gota de água no Oceano, afirma Manuel Tarré, Presidente do Conselho Estratégico da CIP para a Economia do Mar, adiantando que o Governo, ou «quem nos governa», «não tem conhecimento para tomar as melhores decisões», propondo assim que, para os próximos dez anos, o investimento a realizar no sector do Mar se situe na ordem dos cinco mil milhões.
Porto de Kiel
Manuel Tarré – Presidente do Conselho Estratégico da CIP para a Economia do Mar


7 comentários em “Mar: Governo não tem conhecimento para tomar as melhores decisões”

  1. Miguel Pina diz:

    Concordo a 100% espero que as suas palavras sejam ouvidas.

  2. Carlos Folgosa diz:

    So teoria, carissimo amigo naquilo de pretagoniza onde se encaixa a maritima de recreio isso é importante pois gostaria de comprar um yate, e ter um âncoradouro sem taxas nem tachinhas
    de onde o guardar, valha-nos Deus francamente um enquanto primeiro ministro chegou a dar benificios para a distruicao da Marinha Mercante, agora o senhor diz que temos um atraso de mais de de 20 anos? Os nossos portos comerciais estão e ser entregues aos espanhóis, turcos e afins, que frota temos? Navios pesca? E mercantes? Não esquecer antes do 25 de Abril, Creola, Gil Eanes, comp.colonial navegação, sociedade geral, ínsulana, carregadores açorianos, soponata, nacional, sofamar elas tinham no seu conjunto mais 100 unidades, vocacionadas obviamente Açores, Madeira e Colónias,
    Descolonizou-se em 1976 e o que se frota dessas companhias abateu-se e foram vendidas para a China
    Restana-nos os o Funchal (?) e o Infante D. Henrique?(?) coitado até ja lhe chamaram Vasco da Gama mas existem certamente ainda vivos os comandantes ou imediatos dos diversos navios, que tão belas histórias que eles nos poderiam contar.

  3. Álvaro de Oliveira diz:

    A lenga lenga do Mar, Mar Azul e companhia, já vem desde o tempo de Cavaco Silva, passou pela Ministra Cristas, ainda navegou um pouco pela Ministra Ana Paula Vitorino e no fim, os resultados são praticamente nulos.
    A grande verdade é a seguinte:
    ” No money, no Clown”
    Contrariamente a outros países, nós não investimos no mar.
    Não temos navios de investigação de Pescas, não temos navio de oceanografia, não temos nada que nos dê informação sobre o mar.

  4. Carlos Folgosa diz:

    Proponho ouçam os comandantes os imediatos deixe de palhaçadas façam um fórum e tomem as devidas notas. Faz me lembrar como os comentaristas de futebol, que nunca deram um chuto na bola.

  5. António Estrela diz:

    Gosto de pessoas, que só pensam em milhões, eu como algarvio a onde não chegam essas verbas, que são consumidas entre Sines e Leixões, pergunto-me como se pode aguentar a Ria Formosa, sem dragagens? As Barras Naturais estão a fechar, os viveiristas jogam todos os anos centenas de toneladas de areia nos parchais, afim de garantir a captação da ova da ameijoa, O espigão da Barra Faro- Olhão tem as pontas todas partidas e os enrocamentos de pedra todos desguarnecidos. A APS esquece-se sistematicamente deste apêndice de Portugal .
    A Doca de Pesca é por seu lado um Organismo parasitário, que acabou por vender a um Investidor alemão, o Porto de Recreio de Olhão e a restante zona ribeirinha, numa manobra de concessão à Fima Verbo do Cais (após anulação dum concurso inicial), que não cumpre o plano de dragagens a que se propõe. Livrem a RIa Formosa destes incompetentes.

  6. Há medida que os anos têm passado, o MAR tem sido foco, para nos orçamentos dos sucessivos governos aloucar somas importantes que depois são desviados para outras rúbricas “OUTRAS DESPESAS”, ficando apenas a intenção, já que o dinheiro desaparece.
    Portugal, depois do 25 de Abril foi acabando com a Marinha Mercante, com a Construção Naval, com as Pescas e recentemente o domínio publico marítimo foi dado a uma empresa deficitária, a DOCAPESCA, para concessionar, alugar e ou vender algumas actividades instaladas bem como o património físico do mar e zonas adjacentes, para não falar também da Marinha de Guerra que tem barcos parados a necessitar de requalificações, manutenções e equipamentos.
    No entanto à boca cheia apregoam o cluster do Mar como oportunidade, mas uma oportunidade perversa de vender áreas portuárias, concessionar espaços para marinas, criar empresas intermediárias para a negociação de actividades de reparação e construção naval sem mais valias para o ESTADO. Sim desde Cavaco até Ana Paula muito se tem defraudado o Mar e as Pescas de Portugal.

  7. Jose Luis G Cardoso diz:

    Esta entrevista com um importante responsável da CIP e alguns comentários anteriormente expostos leva-me a relembrar de seguida as várias Valências relacionadas com o Mar e sugerir a quem comenta que numa primeira fase é NECESSÁRIO separar o que compete ao Estado e aquilo que deve estar associado a um sistema liberal e envolvido na Economia de Mercado hoje em dia globalizada.

    Temos muitas áreas em que o Estado actua razoávelmente bem.
    Temos outras em que a iniciativa PRIVADA é o cerne da questão.

    Relativamente à melhoria das embarcações de pesca , aos sistemas de propulsão e equipamentos auxiliares era MUITO IMPORTANTE que a CIP surgisse com numeros e clarificasse as embarcações por tipo , área de actuação e sistema principal de captura. Na melhoria dos portos era fundamental que houvesse uma colaboração com as actuais responsabilidades da DOCAPESCA..

    Vamos acreditar que o relacionamento Privado /Público vai melhorar e que o PORTUGAL ARQUIPELÁGICO vai perceber o que são áreas costeiras , a vertente continental até aos 800m, os fundos abissais que são áreas que precisam de muitos levantamentos hidrográficos, geofísicos e da sua Biodiversidade muito variada mas desconhecida, se bem que conhecida como não sendo o local de captura de biomassa transacionável.

    Deste modo sugiro reflectir sobre o que escrevo a seguir e dizer:
    Isto já fazemos Bem.!
    Aqui precisamos de…

    Cumprimentos aos que tiverem a paciência para ler

    VALÊNCIAS E ACTIVIDADES IMPORTANTES RELACIONADAS ,com

    Para se assumir uma exploração sustentável das valências do mar,
    é útil reflectir sobre as actividades, afins , que um país deve ter capacidade,
    para se afirmar nesse domínio.
    Uma possível organização deste tema , é o que se apresenta a seguir:

    MAR – Meio privilegiado de vias de comunicação Móveis e Fixas

    Navegação comercial Diferenciar Passageiros-Contentores-Carga Granel-Petroleo-Combustiveis-gaz
    Controle da Navegação- sistemas de comunicações em MF HF VHF,
    e via satélite e radar costeiro
    Ajudas à navegação instaladas em terra -Farois e posicionamento electronico
    Sistema GPS diferencial- Estações de controle instaladas em Portugal
    Portos para Navios GRANDE Calado e medio calado
    Portos.Sistemas de cargas e descargas. Rol on-rol off e contentores. Parqueamento
    Grandes portos. Acessibilidades rodo e ferroviárias
    Projecto e construção de quebra-mares ,cais e estruturas portuárias
    Dragagens manutenção portos e barras
    Corredores de tráfego maritimo- Estabelecimento e fiscalização
    Cartografia nautica -Produçao em papel e suporte electrónico
    Roteiros das costas e tabelas nauticas
    Tabelas de marés e gestão da rede maregráfica nacional
    Escola Nautica Infante D. Henrique
    Industria de construção e reparação naval
    Cabos submarinos- Multifeixes e fibra óptica -roteamento e lançamento
    Autoridade Marítima- Fiscalização da ,Segurança dos navios e tripulantes no mar
    Condutas enterradas para transporte de combustíveis e gases energéticos

    Mar- Fonte de recursos biológicos e fármacos

    Biologia molecular e Biotecnologia
    Biodiversidade- Conhecimento da cadeia alimentar e sua variabilidade
    Frota de pesca- Capacidade de pesca de arrasto, cercadores, long-liners, covos
    e boca aberta.
    Portos para pesca e navios pequeno calado
    Aquacultura
    Apanha de algas
    Investigação das pescas- Rastreios acusticos Recolha de dados no mar e em
    terra. Avaliação das descargas em lotas. Relacionamento com o local de captura. Avaliaç STOCKS
    Escolas de pesca
    Industria Construçao -Reparação navios de pesca e embarcações
    Industria de conservas e de congelados
    Autoridade Marítima- Segurança dos navios de pesca , embarcaç boca aberta ,pescadores no mar

    Mar- Fonte de Recursos minerais e energéticos

    Levantamentos geológicos e geofísicos
    Cartografia da qualidade do fundo do mar
    Exploração de petróleo e gaz natural
    Plataformas petroliferas -construção, operação
    Terminais petroliferos
    Pipelines
    Dragagens de areias e gravilhas
    Dragagens de nódulos polimetálicos em fundos abissais
    Dragagens de afloramentos rochosos com elevada percentagem de minerais ferrosos
    Aproveitamento da energia das marés , ondas, correntes e
    e gradiante térmico da coluna de água.
    Agua potável, Obtenção de, Sistemas de dessalinização
    Sal, Gestão de salinas, extração de sal, purificação comercialização.

    Mar- Meio com capacidade de receber vertimentos liquidos e sólidos

    Avaliação da absorvância do mar , considerando a física da diluição , dispersão
    e decantação
    Lançamento de esgotos urbanos e aguas pluviais. Monitorização caudal
    composição quimica e bacteriológica
    Lavagem de tanques no mar. Fiscalização e monitorização derrames.
    Deteção e idenficação origem do crude e possivel identificação arguidos.
    Lavagem de tanques nos portos. Aproveitamento e comercialização ,das
    instalações existentes no País.
    Incineração no mar.
    Poluição no mar, costas, estuarios , na col de água, seres vivos e sedimentos.
    Monitor e avaliac temporal e espacial. Identificação da descontaminação e
    recuperação temporal das àreas contaminadas.

    Mar- Meio de actuação, da defesa nacional, da fiscalização das actividades licenciadas e
    de Busca e Salvamento.
    Armada. Capacidades aéreas,de superficie, anti-submarina e projeção de Força em zonas com
    significativas Comunidades de Portugueses, a grandes distâncias da Mãe-Pátria por rotas Oceânicas.
    Armada. Capacidade de operar submarinos.
    Armada- Capacidade de manutenção e reparação naval no país.
    Escola Naval-Formação de oficais da Armada- Condução de homens , navios,
    de armas e sensores no mar. Instruir a arte de navegar
    Comando e Controle de Forças Navais, Sistema de,
    Comando e Controle de Navios na ZEE Portuguesa. Sistema de,
    Comando e controle para Busca e Salvamento. Capacidade em congregar
    meios nauticos de oportunidade.
    Fiscalizaçao a partir do mar, das áreas e artes de pesca
    Fiscalização dos corredores de tráfego.
    Fiscalização de actividades arqueológicas.
    Orla marítima e portos. Fiscalização da,

    Mar- Local de férias e lazer.Turismo

    Orla litoral do Continente e Arquipelagos dos Açores e Madeira. Ordenamento, .
    e respeito pelo Dom. Pub. Marítimo.
    Praias- Limpeza, acessos, segurança, e controle efluentes em zonas de lazer
    Nadar e mergulho- Áreas especificas para,
    Pesca desportiva- Locais, meios
    Vela- Desporto e factor muito importante na formação do carácter da juventude
    Socorros a Naufragos. Capacidade de coordenar socorristas e
    meios de socorro durante a época balnear. Promover aprovisionamento de meios.
    Cruzeiros oceânicos
    Parques marinhos
    Reservas marinhas
    Projecto e construção de estruturas para controle da erosão costeira
    Estudo da dinamica de costas
    Aquários públicos. Oceanário .Gestão de ,
    Estabelecimentos hoteleiros/restauração até 20 Kms da orla costeira

    Mar- Principal causa da variabilidade meteorológica

    Meteorologia- Prev. do tempo- Necessidade recolha parâmetros no mar para,
    calibrar modelos matemáticos de previsão do tempo.
    Circulação Oceânica. Massas de àgua. Tipos de àgua .Zonas de ressurgimento .Nevoeiro no mar
    Tempo à superficie do mar. Rastreio das condições da agitação marítima .Roteamento de navios
    Rastreio da atmosfera sobre o mar.

    Tenho Dito
    JLG C

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«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
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Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill