O Governo de Kuala Lumpur proíbe importação de resíduos de plástico e envia 60 porta-contentores para os devolver aos países ocidentais
Malásia
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Na sequência da luta contra as indesejáveis importações de plásticos, o Ministério do Meio Ambiente da Malásia (um dos maiores países importadores de lixo reciclável, de momento), planeia devolver cerca de 3 mil toneladas de plástico reciclável, inutilizado, aos países de origem.

Deste modo, o ministro do Meio Ambiente, Yeo Bee Yin, informou, esta semana a imprensa de que enviará 60 porta-contentores cheios de lixo contaminado de volta aos países ocidentais, entre os quais o Canadá, Austrália, Reino Unido e Estados Unidos, afirmando que “a Malásia não será a lixeira do mundo”. E pediu igualmente às nações desenvolvidas que giram o seu lixo e cessem o envio de lixo para os países em desenvolvimento.

Desde que a China proibiu as importações de lixo reciclável, no ano passado, que a Malásia se tornou o principal país a recebê-lo, provocando um aumento das operações ilegais assim como o influxo de lixo mal classificado nos portos. Motivo que levou o Governo malaio a fechar 150 fábricas ilegais de reciclagem de plásticos, perigosas e insustentáveis, em 2018.

Por agora, o ministro alerta os cargueiros da Malásia: se continuarem a receber tais resíduos, poderão perder as licenças. A eliminação completa das importações de plástico reciclado até 2022 é imperativa. Avançou o Público recentemente que até 2030, mais de 111 milhões de toneladas de plástico ficarão sem destino, segundo os resultados de uma investigação da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, divulgados em 2018.



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