Um estudo da Ernst & Young revela que 56% dos armadores gregos admitem transferir o seu negócio para o estrangeiro. Singapura, considerado pela maioria dos inquiridos como centro marítimo global de referência na próxima década, é o destino preferido, seguido de Londres
Ernst & Young
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Mais de metade (56%) dos armadores gregos admitem transferir a gestão dos seus negócios para fora da Grécia e apenas 9% rejeitam fazê-lo, revela um estudo sobre o reposicionamento da Grécia como centro marítimo global realizado pela Ernst & Young (EY) em colaboração com os académicos gregos Thanos Pallis and George Vaggelas. E entre os que ponderam fazê-lo, 52% escolheriam Singapura como destino e 48% escolheriam Londres.

Segundo o estudo, a razão mais adiantada para a transferência é o quadro fiscal (84%), seguida do quadro regulatório (64%), da localização geográfica (40%), do acesso a fundos de financiamento (36%), das infra-estruturas (28%) e do acesso a serviços profissionalizados (24%) e de outros motivos, como a formação do pessoal, a inovação, a existência e qualidade do pessoal de terra.

Embora a geografia seja o terceiro motivo mais alegado, à escolha de Singapura como principal destino alternativo dos armadores não deverá ser alheio o facto de a cidade-estado ser considerada um dos principais centros marítimos globais do futuro. O próprio estudo o sugere, revelando que para 73% dos inquiridos entende que nos próximos 10 anos Singapura vai ter esse estatuto.

Ironicamente, a Grécia (o Pireu) foi o segundo local mais votado (49%) pelos armadores gregos como centro marítimo global na próxima década, à frente de Shanghai (33%), Dubai (31%) e Londres (24%). Mesmo assim, a votação na Grécia fica abaixo de outra em que o Pireu é o local actualmente mais considerado (58%) para basear um negócio marítimo, superando Singapura (53%), Dubai (29%) e Londres (24%). Coerentemente, Singapura é maioritariamente (76%) considerada a principal ameaça ao Pireu nessa matéria, seguida pelo Dubai (56%), Londres (51%) e Hong-Kong (24%).

Neste aspecto, o estudo salienta também que dos seis locais apontados como centros marítimos globais para os próximos dez anos, quatro são na Ásia, “reflectindo a mudança de equilíbrio na actividade económica a favor da Ásia e do Pacífico”, e apenas dois na Europa.

Inquiridos sobre quais as principais vantagens oferecidas pela Grécia como base para um negócio de transporte marítimo, a maioria dos armadores referiu o pessoal de terra (87%), à frente dos engenheiros navais (67%), do acesso a serviços profissionalizados (58%) e situação geográfica (56%). O ambiente regulatório é a desvantagem mais mencionada (49%), seguida do financiamento e das instituições financeiras (40%), do quadro fiscal (33%) e das infra-estruturas (31%), entre outras.

O estudo incidiu sobre 776 armadores de um país que tem a maior frota de marinha mercante do mundo (mais de 5.200 navios), avaliada em cerca de 71 mil milhões de euros, e que se inclui num sector (transporte marítimo) que representa 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia, segundo refere o estudo da EY.

 



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