Um estudo da DNV GL apresenta-nos um futuro próspero: se a produção de hidrogénio for realizada através de energias renováveis tem potencial para vingar
DNV GL
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De acordo com um estudo da DNV GL, apresentado na DNV GL’s Energy Transition Outlook e intitulado «Hidrogénio na cadeia de valor da electricidade», a produção de hidrogénio de electrólise tem potencial para se tornar competitiva, principalmente se a partir de energias renováveis como a energia eólica e a solar, cada vez mais desenvolvidas.

 

A principal razão prende-se com o facto de ser uma energia económica em complemento da electricidade e um forte impulsionador da descarbonização no sentido da pegada ecológica, necessária nos dias que correm.

 

Calcula-se que em 2050 a energia solar, a eólica e a hidroeléctrica representem 80% da produção global de energia. Sendo que, como avança o relatório, “à medida que a capacidade aumenta, as possibilidades de usar este tipo de energia de forma low-cost aumentam, para evitar a redução: inicialmente far-se-ia conversão de calor, de seguida, diariamente, armazenamento de bateria e eventualmente a conversão em hidrogénio verde”.

 

Este desenvolvimento carece apenas de um contínuo tempo de energia a baixo custo, pautado pelo incremento de energias renováveis, esperando-se igualmente que o hidrogénio seja compatível com opções de baixo carbono, de forma a que a produção de hidrogénio a partir da electricidade possa competir com a produção da mesma a partir de gás natural.

 

A DNV GL acredita que as principais razões que levarão ao desenvolvimento desta solução entre 2030 e 2050 serão o custo reduzido dos electrolisadores, que se tornam comuns, os períodos de tempo em que o custo das energias é baixo ou nulo devido a excedentes de produção através de energias renováveis, bem como a penalização (via impostos sobre o carbono) de fábricas que continuem a emitir alto teor de carbono para produzir,.

 

“A perspectiva de fornecer aplicações de hidrogénio acessíveis a médio prazo é um sinal estimulante para acelerar a transição energética global. A nossa pesquisa indica que o hidrogénio verde representa um uso ideal para o excedente de electricidade, o que esperamos observar nos próximos anos, devido ao rápido aumento da energia renovável. Em combinação com a electrólise, o hidrogénio revela-se uma solução economicamente viável para a descarbonização do sector”, explicou Lucy Craig, vice-presidente de Tecnologia e Inovação da DNV GL.



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