Esta é uma das conclusões de um estudo apresentado pela Comissão Europeia sobre o impacto do Fundo Europeu de Pescas, que apoiou o sector pesqueiro da UE ao longo deste período.
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De acordo com a Comissão Europeia (CE), um recente estudo independente concluiu que o Fundo Europeu de Pescas (FEP), criado para apoiar o sector europeu das pescas entre 2007 e 2013, aumentou a competitividade da frota de pescas da União Europeia (UE) e contribuiu para criar cerca de 17 mil empregos e “manter muitos mais”.

Segundo o estudo, o FEP contribuiu para apoiar a modernização da frota, melhorar portos de pesca e locais de desembarque, aumentar o valor acrescentado dos produtos da pesca através de investimentos em produtos e em marketing e processamento de pescado, desenvolver as áreas dependentes da pesca, aumentar a selectividade dos métodos de pesca e melhorar a eficiência no consumo de combustíveis.

O FEP foi particularmente importante na sustentação da aquacultura durante a crise económica de 2008, “embora a produção de aquacultura da UE tenha aumentado menos do que a produção aquícola global durante o período do programa”, refere a CE. Tal não invalida que este mecanismo tenha contribuído também para a competitividade desta actividade, considera a CE.

De acordo com a CE, entre 2007 e 2015, a capacidade da frota da UE diminuiu 17,5% em arqueação bruta (gross tonnage), metade da qual foi desactivada com apoio financeiro do FEP, no entanto, esta redução não é considerada duradoura nem estrutural. Concluiu-se também que o contributo do FEP para a sustentabilidade da pesca não foi claro, pois essa sustentabilidade resulta, em grande parte, das medidas de gestão de stocks.

O estudo concluiu igualmente que o FEP beneficiou mais de 134 mil operações, incluindo 92 mil armadores ou tripulantes de navios de pesca. Foram também beneficiadas pequenas e médias empresas, produções aquícolas, organizações de produtores, Organizações Não Governamentais, autoridades portuárias, entre outras entidades.

Recorde-se que o FEP foi activado em 2007 para substituir programas estruturais anteriores de apoio à pesca em vigor desde os anos 90 do século passado. Então, foram alocados 4.300 milhões de euros aos Estados membros no âmbito do FEP, no âmbito de vários programas operacionais. No final do período do programa, 90% do valor do programa tinha sido transferido para beneficiários, embora ao longo do programa o valor global tenha sido alterado para pouco mais de 4 mil milhões de euros.



3 comentários em “FEP criou 17 mil empregos na pesca entre 2007 e 2013”

  1. José Tomás diz:

    Mesmo assim a pesca continua em crise , deviam fazer mais defesos mas no entanto criar apoios para os Armadores que forem penalizados com o mesmo, por exemplo as cotas do Goráz que foram reduzidas mas subsídios nada e não venham com a conversa do aumento do preço dele porque não é nada disso, descarreguei Goráz um dia saiu a um preço médio de 13 € e dois dias depois já tinham baixado 4 € em kg, por isso continua tudo igual …

  2. Francisco Portela Rosa diz:

    Quando falamos de recursos marinhos, não podemos falar de pesca pois não estão diretamente ligados, senão vejamos:
    Constatamos que todo o esforço, abates, defesos, criação de boxes, parques, todo o tipo de vigilância quer no mar quer em terra, etc., realizado tem sido inglório no que respeita ao aumento da biomassa.
    Recentemente fomos informados que a pesca da sardinha em Portugal tinha que parar 15 anos. Mas pasmem-se esta sugestão vem do mesmo organismo que em julho de 2016 sugeriu que poderíamos passar das 12 mil toneladas em 2016 para 23 mil toneladas em 2017!!!.
    Mas o problema de fundo está no comportamento de todos nós em terra, que se não for mudado nada resolverá. Poderemos para a pesca e os recursos vão continuar a diminuir, senão vejamos:
    Com a entrada na U.E. todos os países, acabaram com as fossas sépticas e obrigaram que os esgotos fossem encaminhados para as ETAR´s, que na sua maioria funcionam mal ou não funcionam, a ASAE deveria fazer varias visitas pois está em causa a saúde alimentar.
    Recordar-se-ão os mais velhos que só havia sabão rosa ou azul para lavar tudo, depois apareceu o sabonete LUX e hoje entramos em qualquer Supermercado e vemos alas enormes com embalagens de produtos que vão todos para ao mar. As ONG´s estão preocupados com os plásticos, pois é o que se vê, com menos consequências diretas do que os produtos que estão dentro.
    A quási totalidade das ETAR´s não trata estes produtos líquidos, como não trata todos os medicamentos que rejeitamos através da urina com especial relevo para as pilulas que as mulheres usam como contracetivo que está a por em causa a reprodução dos peixes. Cada um de nós que analise a quantidade de frascos e embalagens com produtos, que tem em casa, e que reflita se pode reduzir para metade .
    Já imaginaram os cosméticos? e as toneladas de protetor solar que se dissolve no mar e envolve o zooplâncton que são os peixes de amanhã e o alimentos dos outros?
    Do lado do setor existem ainda dois problemas a resolver, o arrasto com roletes e as redes fixas com menos de 100mm, que devem ser banidos quanto antes.
    No meu entender se uma das sete maravilhas é o MAR, para o proteger teremos que a curto prazo refletir e a médio prazo pôr todas as saídas das ETAR´s a verter os efluentes para terra, para poderem ser tratados e aí sim todos os recursos marinhos recuperarão. Será desta forma que todo o ser vivo da do Mar e da Terra agradecerá.

  3. Filipe diz:

    Isso é uma vergonha 17 mil empregados como quem policias maritimas gnr para tarem a lixar quem vai tentar ganhar o pao e como o dh do fundo de pesca e posei onde está este dh

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