Mais de duas dezenas de barcaças, três rebocadores e duas gruas flutuantes participaram na que foi considerada a maior exportação portuguesa de sempre de clínquer. O serviço foi para a Cimpor e envolveu um carregamento de mais de 55 mil toneladas de produto.
Grupo ETE
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O grupo ETE concluiu o carregamento de 55.902 toneladas de clínquer no navio graneleiro Vinayak, com destino ao Gana, naquela que foi “a maior exportação portuguesa de sempre” deste produto, refere a empresa. A operação foi realizada “no tempo recorde de uma semana útil” e “integralmente executada por via fluvial”, refere o grupo ETE.

Segundo a empresa, a operação “implicou a carga do clínquer em barcaças no terminal fluvial próprio da fábrica do Centro de Produção de Alhandra da Cimpor”, empresa à qual o serviço foi prestado, “as quais foram transportadas por rebocadores até ao navio fundeado ao largo no porto de Lisboa e descarregadas directamente para este, por meio de gruas flutuantes”. No total, estiveram envolvidas 23 barcaças, três rebocadores e duas gruas flutuantes.

Para o êxito da operação contribuíram “as condições naturais do Porto de Lisboa – ao admitirem navios de grandes dimensões e calado como o Vinayak – e a sua localização no estuário do Tejo, um dos poucos rios nacionais aptos para o transporte fluvial de mercadorias (via rebocador e barcaça até ao porto)”, refere o grupo ETE.

Tais condições e localização “permitem que as indústrias localizadas até Valada do Tejo possam optar por este modo de transporte complementar e sustentável, para a exportação/importação marítima de mercadorias”, refere o grupo ETE.

“No caso da CIMPOR, todas as exportações de clínquer realizadas através do seu Centro de Produção de Alhandra saem de Portugal por via fluvial, decorrendo a carga dos navios ao largo no Porto de Lisboa, processo que entrega importantes ganhos ambientais”, esclarece o grupo ETE.

No caso desta exportação, por exemplo, “apenas nesta operação de carga do navio Vinayak, evitaram-se 2.300 camiões na estrada, já que cada barcaça transporta o equivalente a 100 camiões, e consequentemente pouparam-se 53.719 quilos de emissões de C02, quando comparado com o modo rodoviário”, sublinha a ETE.



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