Portos europeus querem mais esforços para reduzir pegada de carbono
ESPO
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A poucos dias da reunião do Comité de Protecção do Ambiente Marinho (MEPC, da sigla em inglês) da IMO, que ocorrerá de 24 a 28 de Outubro, a European Sea Ports Organization (ESPO) emitiu um comunicado no qual defende que 2020 deve manter-se como data para a introdução do limite de 0,5% no teor de enxofre dos combustíveis a utilizar pelos navios.

Desta forma, a ESPO considera que a posição da IMO ficará alinhada com a da União Europeia (UE) relativamente à data prevista na Directiva 2012/33/UE do Parlamento Europeu (PE) e do Conselho, de 21 de Novembro de 2012, relativa ao teor de enxofre dos combustíveis navais, evitando uma desconformidade entre o regime dos países da UE e o dos países vizinhos.

A ESPO considera igualmente que “embora o transporte marítimo seja o meio de transporte mais eficiente do ponto de vista energético”, o sector deve contribuir para atingir as metas energéticas traçadas no âmbito dos acordos sobre alterações climáticas. Ainda que reconheça o papel do Energy Efficiency Design Index (EEDI) e do Ship Energy Efficiency Management Plan (SEEMP) nessa matéria, a ESPO entende que é preciso fazer mais.

“É claro que é preciso fazer mais no plano internacional para estabelecer objectivos concretos de redução de emissões e desenvolver instrumentos adequados para os atingir; não há tempo a perder e seria uma infelicidade se a próxima reunião do MEPC não seguisse nessa direcção”, refere a ESPO. A organização acrescenta que os esforços actualmente desenvolvidos em terra pelos portos europeus para diminuir a pegada de carbono da actividade portuária “devem ser acompanhados sem demora pelos esforços da actividade marítima”.



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