No Encontro Ciência 2019, João Tasso de Sousa, da LSTS, destaca uma solução para enfrentar o problema das alterações climáticas que se poderá dizer começa e termina nos oceanos – “enfrentar as tecnologias e o seu progresso”.
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Os últimos dias do Encontro Ciência 2019 foram pautados pelo tema: Acção Climática. “Estamos a enfrentar desafios e precisamos de infra-estruturas, programas coordenativos, precisamos enfrentar as tecnologias e o seu progresso” e pensar no Atlântico, explica João Tasso de Sousa, da LSTS, Laboratório de Sistemas e Tecnologia Subaquática, da FEUP, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, um dos convidados. 

Já para Penny Holliday, Coordenadora de Ciência da CLASS (Climate Linked Atlantic Sector Science) as alterações climáticas são controladas pelo oceano uma vez que mais de 90% do calor é absorvido pelo oceano. Porque há apenas um oceano global, este exige cooperação. E a CLASS é uma das vias pela qual o Reino Unido está a tratar o assunto, através de observação e previsão para tomar decisões. Para a coordenadora, tecnologia, modelagem e inovação são as palavras chave. A professora defende que só conhecendo o oceano se podem formular políticas para o “socorrer”, pelo que é a isso que se dedica, congregando, ao mesmo tempo, projectos neste sentido e promovendo a cooperação. 

E por isso, dirige um convite à sala: que entrem em contacto com a CLASS caso queiram participar nas suas expedições oceanográficas ou possuam algum estudo interessante na área que queiram revelar.

Há 500 anos partiu a armada que iria dar a volta ao mundo. Na sequência das Comemorações V Centenário Circum-Navegação Fernão de Magalhães, neste Encontro Ciência 2019, Vanda Brotas, investigadora do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, transplantou essa viagem para a actualidade, dando exemplos do que os satélites, em termos de cor do oceano, podem ver nos locais por onde navegaram Fernão de Magalhães e El Cano.

Tomou, no final, a palavra o Presidente da Estrutura de Missão V Centenário Fernão de Magalhães, José Marques. A “busca do saber” é catalisador para uma cidade mais justa ou, no caso, um oceano mais sustentável, afirma. O mesmo espírito pioneiro das primeiras missões aliado ao apuramento tecnológico são o essencial, confirma o presidente explicando que a Estrutura de missão não pretende homenagear somente os feitos dos navegadores, mas sublinhar o papel de Portugal e dos portugueses no desenvolvimento da investigação científica neste sentido.



Um comentário em “Encontro Ciência 2019: “precisamos enfrentar as tecnologias e o seu progresso””

  1. Alexandre Guedes da Silva diz:

    “Estamos a enfrentar desafios e precisamos de infra-estruturas, programas coordenativos, precisamos enfrentar as tecnologias e o seu progresso” e pensar no Atlântico.
    Esta afirmação incongruente revela o pensamento distópico que aflige uma parte muito minoritária mas infelizmente crescente dos nossos concidadãos. O progresso humano fez-se e far-se-à com recurso à tecnologia, que não é mais do que a concretização do saber e que decorre da nossa característica mais distintiva face aos restantes seres do bioma terrestre – a inteligência que encontra na curiosidade o seu maior estimulo.
    Eu diria que por este andar estamos entregues aos “bichos” !!!!
    Al

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