O representante da diplomacia norte-americana em Portugal tomou conhecimento pessoal das oportunidades que porto alentejano pode representar para o seu país, quer para competir com a influência do GNL russo na Europa, quer para competir com a crescente presença chinesa em infra-estruturas portuárias de todo o mundo
Porto de Sines
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Esta semana, o Embaixador dos Estados Unidos em Portugal, George E. Glass, visitou o porto de Sines, que tem sido importante nas relações comerciais entre os dois países. Uma importância especialmente evidenciada pelas importações portuguesas de gás natural liquefeito (GNL) norte-americano e pelas exportações nacionais para os Estados Unidos, especialmente gasolinas e carga contentorizada.

No caso do GNL, e sobretudo desde que os Estados Unidos se tornaram um dos principais exportadores nundiais deste produto, os responsáveis do porto de Sines têm procurado demonstrar a importância daquela infra-estrutura como porta de entrada deste recurso para a Europa, onde existe uma forte dependência do GNL russo, especialmente a leste. Além disso, a China, rival comercial dos norte-americanos, tem sido tentada pelos responsáveis do porto e mesmo do Governo de Lisboa a investir no porto de Sines. Uma realidade que não tem passado despercebida a Washington.  

Se é certo que o porto de Sines tem a ganhar com o movimento de GNL, não o é menos que os Estados Unidos têm interesse nesta porta de entrada do seu produto na Europa, beneficiando da localização atlântica do porto, não só porque são excedentários, mas também para competirem com a inluência russa na Europa neste domínio e reforçarem a sua importância estratégica no Velho Continente.

A propósito desta deslocação, a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APSS) recordou que actualmente o porto de Sines oferece “quatro serviços regulares que escalam portos norte-americanos e que representam uma movimentação anual de cerca de 200 mil contentores”.

 

 



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