Uma conversa com Carlos Alpedrinha Pires, a liderar a Associação Ancoras e a Associação dos Amigos da Artilharia de Costa, onde se fala desde a necessidade de sabermos preservar e valorizar a nossa memória marítima até à pouca atenção que hoje ainda se dá ao conhecimento da nossa História e à salvaguarda do nosso património material e imaterial marítimos.


Um comentário em “Em salvaguarda e valorização do nosso património marítimo”

  1. Manuel F. Fernandes diz:

    Para bem dizer o que a foto ilustra é o Património Flúvio-Marítimo do Estuário do Tejo. Um Património Histórico que as autarquias ribeirinhas (principalmente a da Moita), o Museu da Marinha e a Marinha do Tejo tão bem têm sabido preservar.
    Com o dedicado contributo do mestre Jaime e do seu estaleiro no Esteiro de Sarilhos Pequenos, o último dos estaleiros que ainda conserva e constrói barcos típicos de madeira. Preservando o saber ancestral da sua construção e as profissões inerentes à mesma, nomeadamente as de carpinteiro naval e de calafates que o poder vigente teima em meter no saco dos assistentes operacionais de tudo.
    A última construção foi uma muleta do Tejo, encomendada pela Câmara do Barreiro em 2016 que, dolorosamente, jaz enterrada no lodo daquele esteiro aguardando que os novos autarcas se dignem colocá-la a navegar para alegria de quem dela ainda possui Memória e para conhecimento das novas gerações e visitantes.
    Um Estaleiro que corre o risco de encerrar definitivamente se o Poder vigente
    teimar em avançar com a conversão da BA6 para Aeroporto Civil. Liquidando a navegabilidade na Baía Montijo-Rosário-Moita e o acesso aos estaleiros navais que nela restam, incluindo o do Mestre Jaime.

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