Na sequência da divulgação do estudo da consultora Ernst & Young, onde se destaca a intenção de muitos armadores Gregos virem a registar os seus navios sob terceiras bandeiras, a EISAP vê tal situação como uma enorme oportunidade de expansão do Registo internacional da Madeira.
Observatório Oceanográfico da Madeira
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A Associação que representa os armadores com navios registados na Madeira, a EISAP defende no entanto que, para que tal se concretize, o Governo Português deve resolver situações pendentes que dificultam a vida aos armadores e que tornam menos competitivo o Registo Internacional da Madeira.

Entre essas alterações, Gonçalo Santos, representante da EISAP, destaca, entre outros aspectos, a necessidade de regulamentação da utilização de guardas armados a bordo de navios com bandeira Portuguesa em áreas de risco no que à pirataria marítima diz respeito, bem como a passagem a formato electrónico internacional dos designados logbooks e a certificação electrónica das respectivas tripulações, além da ratificação de importantes  Convenções Internacionais, entre as quais a Nairobi Wreck Removal Convention.

Se assim acontecer, sabendo-se que o mercado Grego é o maior do mundo, com cerca de 5.200 navios, Gonçalo Santos afirma também não ter dúvida que, tanto pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela EISAP como pela Sociedade de Desenvolvimento da Madeira, SDM, de dar a conhecer as vantagens de navegar sob Bandeira Portuguesa, poder a situação agora revelada pelo estudo da Ernst & Young constituir-se como uma enorme oportunidade extraordinária e única de expansão do Registo Internacional da Madeira e, por consequência, de reforço e consolidação também da Bandeira Portuguesa na frota mercante internacional.

A finalizar, Gonçalo Santos adianta igualmente ter o Registo Internacional da Madeiro vindo a ser contactado já por alguns armadores Gregos de forma a avaliar a possibilidade de se virem a associar-se ao MAR, mais determinante ainda  se afirma a necessidade de tais situações poderem ser rapidamente ultrapassadas, tanto mais quanto, como diz, a rematar, «apresentadas tais situações à Senhora Ministra do Mar e ao Senhor Presidente da República, há longos meses, praticamente um ano, acompanhadas do devido pedido de urgente resolução, até agora pouco se adiantou ou foi realmente feito».



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