As difíceis relações da Turquia com o Chipre, agravadas recentemente com as reivindicações sobre recursos energeticos situados em águas territoriais cipriotas, continuam a prejudicar o transporte marítimo de navios de Chipre para a Turquia, alimentando uma proibição agora condenada pelos armadores europeus
ECSA
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As Associações de Armadores da Comunidade Europeia (ou ECSA, em inglês), pela voz do seu vice-presidente, Claes Berglund, condenaram o embargo aos navios cipriotas imposto pela Turquia, durante a 30ª Assembleia Geral da Câmara da Marinha de Comércio do Chipre (CMCC), em Limassol, no Chipre, referiu a agência noticiosa Cyprusnews.

Na ocasião, Berglund, citado pela agência noticiosa, terá admitido que “acções unilaterais, como a proibição turca de navios do Chipre, muitos deles propriedade de armadores europeus, dificultam o livre fluxo de bens e serviços ou atingem especificamente algumas nações, impedindo-as de promoverem serviços de transporte, pelo que são fortemente condenadas pelas ECSA”.

O mesmo responsável, que apela a uma solução política para o problema, terá ainda acrescentado a este respeito que, juntamente com a CMCC, exerceu pressão junto de várias instituições europeias, como o Conselho, a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu, para o levantamento desta proibição, que prejudica o transporte marítimo europeu e bloqueia qualquer processo de adesão da Turquia à União Europeia.

No mesmo evento, o Presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, reconheceu que o seu país vai intensificar esforços para levantar a proibição, originalmente instituída em 1987, que impede navios de bandeira cipriota ou provenientes de portos cipriotas de escalarem portos turcos e prejudica fortemente o comércio marítimo da própria União Europeia, especialmente no Mediterrâneo Oriental.



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