Pela terceira vez este ano, navios de guerra dos Estados Unidos realizaram uma missão de patrulhamento pela «liberdade de navegação» ao largo das Ilhas Spratly, no Mar do Sul da China, contra os protestos de Pequim
Ilhas Spratly
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Na última Segunda-feira, os destroyers dos Estados Unidos USS Preble e USS Chung-Hoon navegaram dentro das 12 milhas náuticas ao largo de instalações terrestres das Ilhas Spratly, no Mar do Sul da China, segundo o Maritime Executive, que cita a Sétima Esquadra dos Estados Unidos. Segundo terá referido o porta-voz da esquadra à agência Reuters, o objectivo foi “desafiar o excesso de pretensões marítimas e preservar o acesso às vias marítimas tal como estabelecidas pelas leis internacionais”.

“A intrusão dos navios de guerra dos Estados Unidos é uma violação da soberania chinesa. Mina a paz, a segurança e a ordem em águas relevantes. A China deplora e opõe-se firmemente a estes movimentos”, terá declarado o porta-voz do Ministro dos Assuntos Externos da China numa conferência de imprensa no próprio dia da ocorrência.

Pela voz do mesmo responsável, a China instou os Estados Unidos a pararem com “estas provocações, respeitar a soberania e os interesses de segurança chineses e os esforços dos países da região para manterem a paz e a estabilidade no Mardo Sul da China”, acrescentando que Pequim continuará a tomar as medidas necessárias para defender a sua soberania e segurança e salvaguardar a paz e a estabilidade na região.

Esta foi a terceira vez este ano que os Estados Unidos promoveram uma operação de «liberdade de navegação» (Freedom os Navigation Operation, ou FONOPS) naquela região, na linha do que têm vindo a fazer em anos anteriores ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS, o acrónimo em inglês).

Desde 2014, contra os protestos de vários países e num contexto de reclamações territoriais de vários países sobre as Ilhas Spratly, como as Filipinas e o Vietname, a China tem procedido ao alargamento de recifes e construído instalações artificiais em águas que os Estados Unidos consideram internacionais, alegando que são estruturas civis e que tem o direito de as defender porque estão no âmbito da sua soberania. A partir de 2018, este direito à defesa do que considera ser o seu território soberano foi alegado pela China para justificar a sua presença militar na região.



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