A partir de amanhã e até 1 de Outubro, o processo da última reconstrução da fragata estará em exposição patente ao público
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

A partir de amanhã e até 1 de Outubro, estará patente em Cacilhas uma exposição temporária comemorativa do 20º aniversário da reconstrução da fragata D. Fernando II e Glória, o último navio da marinha portuguesa a navegar exclusivamente à vela.

Construída nos estaleiros de Damão, hoje território da Índia, e lançada à água em 1843 sob o comando do Capitão-de-fragata Torcato José Marques. Veio para Lisboa sem incidentes em 1845, onde seria reconvertida em 1865 para Escola de Artilharia Naval.

Em 1940 terminou a sua missão na Marinha e foi transformada na Obra Social da Fragata D. Fernando, instituição social que albergava rapazes de famílias pobres. Ardeu em 1963 quase por completo durante a reparação de um tanque de gasóleo, quando se procediam a trabalhos de soldadura.

Depois de 29 anos parcialmente submersa no Tejo, começou a ser a ser reconstruída, num processo que terminaria em 1998, com a abertura ao público em 1998, durante a EXPO 98. É este último processo de reconstrução que agora se evoca.

A fragata D. Fernando II e Glória fez nove viagens, num total superior a 100 mil milhas, e é considerada a quarta fragata armada e oitavo navio de guerra à vela mais antigo do mundo.

 

 



2 comentários em “Reconstrução da D. Fernando II e Glória em exposição”

  1. Jorge Gonçalves diz:

    Bom seria divulgar mais sobre este navio depois da exposição.
    Era admirável ver a fragata no rio Tejo durante os anos em que albergou rapazes estudantes oriundos de famílias pobres.

  2. Adolfo Lobo diz:

    Já que estamos a falar de reconstrução, porque é que a mastreação não foi contemplada com os respetivos mastaréus?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Próximos eventos

  1. Selvagens Ilhas Afortunadas

    Junho 6
«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill