Dados da CLIA revelam que o mercado dos cruzeiros continua a crescer significativamente na Ásia, com predominância de passageiros chineses e preferência por destinos asiáticos
CLIA
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Actualmente, navegam 66 navios de cruzeiro em águas asiáticas, mais 43% do que em 2016, segundo um relatório da Cruise Lines International Association (CLIA), a principal associação mundial da indústria de cruzeiros. Destes, 5 são mega-navios (mais de 3.500 passageiros), 13 são grandes (2.000 a 3.500 passageiros), 26 médios e 17 são sazonais de pequena escala. Existem ainda cinco navios de cruzeiros expedicionários, que navegam em períodos limitados.

A CLIA também refere que 3,1 milhões de passageiros asiáticos frequentaram cruzeiros em 2016, mais 55% do que em 2015. E destes, 68% (2,1 milhões), foram provenientes da China continental, um mercado que quase duplicou face a 2015 e que se consolidou como a maior e em mais rápido crescimento fonte mundial de passageiros de cruzeiros. Taiwan (7,6%), Japão (7%) e Singapura (6,4%) são as proveniências que se seguem à China.

A associação revelou igualmente que este ano estão programados 10.196 dias de operações de cruzeiros na Ásia, mais 25% do que em 2016 e mais 137% do que em 2013, ano que assinala um significativo incremento do mercado de cruzeiros na Ásia, equivalentes a uma capacidade para 4,24 milhões de passageiros. A maioria prefere destinos na região. Das 2.086 viagens programadas para águas asiáticas, 1.992 (95,4%) são itinerários exclusivamente asiáticos.

De acordo com a CLIA, o contributo directo e indirecto induzido da indústria dos cruzeiros nas três grandes economias da Ásia do Norte (China, Japão e Coreia do Sul) em 2016 foi de cerca de 6 mil milhões de euros, a que se juntaram 2,6 mil milhões de euros em bens e serviços de valor acrescentado e 1,2 mil milhões de euros em compensações salariais relativas a cerca de 52 mil empregos directos e indirectos.

Os membros da CLIA terão assumido que empregavam 19.304 residentes na Ásia do Norte como pessoal de terra de apoio às tripulações, dos quais 98% eram chineses. Juntamente com os 52 mil empregos directos e indirectos, estes empregos totalizaram quase 71 mil, responsáveis por 1,4 mil milhões de euros em compensações salariais.



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