É uma avaliação da Alphaliner, justificada com o impacto do excesso de capacidade instalada no mercado e da pressão induzida pelas tarifas dos fretes
Alphaliner
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O mercado dos navios porta-contentores caracterizou-se genericamente em 2018 pelo contraste, considerou a consultora Alphaliner, citada pelo World Maritime News. De acordo com a consultora, o excesso de capacidade instalada manteve a pressão sobre este segmento, apesar do optimismo registado no início do ano, refere o jornal.

No primeiro semestre de 2018, as tarifas dos fretes reanimaram-se, mas por pouco tempo, registando posteriormente uma quebra, provavelmente para os níveis mais baixos dos últimos 12 anos. Uma queda que se reflectiu na capacidade instalada face à pressão dos preços dos fretes.

Em 2018, terão sido entregues encomendas de porta-contentores num total de 1,3 milhões de TEU, um pouco acima dos 1,2 milhões de 2017. Em contrapartida, foram enviadaos para reciclagem cerca de 112.200 de TEU, muito menos do que as 427 mil TEU em 2017, refere a Alphaliner. Esta combinação levou que no final do ano, a frota de porta-contentores ascendesse a 22,3 milhões de TEU, mais 5,7% do que no ano anterior.

Este crescimento, todavia, pode não ter correspondência do lado da procura de tonelagem, podendo provocar um surto de porta-contentores inactivos, que representavam 628 mil TEU em 2018, acima das 416 mil TEU do ano anterior. Em todo o caso, num claro sinal do que foram os contrastes, no primeiro semestre deste ano, a frota inactiva caiu abaixo das 200 mil TEU, o que ocorreu pela primeira vez desde 2011, para depois conhecer uma subida induzida pela pressão sobre as margens operacionais e que levou ao abandono de quatro serviços na rota Transpacífico em Julho de 2018 e à suspensão provisória de uma importante linha Ásia/Europa.

 



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