Uma associação de construção naval alemã considera positivos os resultados da indústria no país, muito devido a uma vocação dirigida a um segmento de alta tecnologia, em detrimento da construção de grandes navios, mais comum nos estaleiros asiáticos
Marco Fiori
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Os estaleiros alemães, à semelhança dos seus congéneres europeus, continuam a registar uma produção positiva, assente num nicho de mercado especializado na incorporação de alta tecnologia que se tem revelado compensador, concluiu a VSM, uma associação de construção naval alemã, citada pela Safety4Sea.

Isto, apesar da competição renhida na indústria de construção naval global, na qual a China continua a atrair cada vez mais encomendas de nichos de mercado, com preços abaixo do custo dos materiais, a Coreia do Sul, através de Bancos públicos, muitas vezes proprietários de estaleiros, financia projectos desprezados, e o Japão continua a recusar subsidiar novos projectos.

De acordo com as mesmas fontes, a Coreia do Sul já revelou planos para encomendar mais 200 navios de comércio e o Japão, que continua a registar um baixo nível de encomendas, considera instaurar um processo junto da Organização Mundial do Comércio contra o seu vizinho asiático. Um contexto de mercado de que se tem afastado o sector na Europa e com resultados positivos. Vocacionada para nichos específicos em detrimento de mercados caracterizados pelo volume, a construção naval europeia melhorou o seu desempenho.

Na Alemanha, este abandono da indústria dos grandes navios, apesar dos seus resultados positivos, que não atingem os níveis de 2016, gerou uma incapacidade para responder às necessidades da marinha mercante doméstica.

 



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