A Brigada Hidrográfica já terminou grande parte da sondagem e dos trabalhos topográficos de praias, faltando apenas a recolha de amostras de sedimentos do fundo do mar.
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Já foi sondada 90 % da área de interesse, foram executados 50% dos trabalhos topográficos de praias e deu-se por concluída a topografia para actualização cartográfica do porto de Sines, segundo comunicado do Instituto Hidrográfico. Concluída com sucesso, aguarda-se que os resultados sejam aplicados na actualização da carta náutica oficial da área do porto de Sines, procedimento comum em qualquer levantamento hidrográfico realizado pela Brigada Hidrográfica (BH).

O levantamento, que surgiu na sequência da solicitação da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) para monitorizar os efeitos das estruturas portuárias do porto de Sines na evolução da zona costeira adjacente, com enfâse na zona de São Torpes, à Brigada Hidrográfica e às Divisões de Hidrografia, Geologia Marinha e Oceanografia do Instituto Hidrogr¬áfico, está a ser realizado desde 8 de Março de 2019.

Nesta missão participam equipas dedicadas às áreas da hidrografia (que trata das medições e descrições das estruturas físicas dos oceanos, mares, zonas costeiras, além da previsão da sua variação ao longo do tempo, tendo como principal objectivo a segurança da navegação e o apoio às actividades marinhas) e da topografia (que se pode considerar, neste contexto, como o equivalente da hidrografia em terra). Fizeram parte desta missão cinco hidrógrafos, dois técnicos de hidrografia, um técnico de manutenção de equipamentos, 4 patrões de embarcação e a guarnição da embarcação UAM Fisália, constituída por três militares.

A missão, para além da obtenção dos dados de hidrografia e topografia, “tem também como objectivo capacitar técnica e operacionalmente os hidrógrafos que terminaram o curso de hidrografia da categoria A, recém-chegados à BH, incluindo-os nas tarefas que agregam quase toda a componente prática da Brigada”, explicou a equipa do Instituto ao Jornal da Economia do Mar. O que lhes dará não só confiança como capacidades para posteriormente trabalhar fora de Lisboa.

A primeira campanha deste trabalho plurianual de cinco anos, realizada em embarcações de sondagem UAM Fisália e na lancha Mergulhão, essencialmente destinadas à utilização de um sistema sondador multifeixe, e um bote equipado com um sistema sondador de feixe simples, está praticamente terminada, faltando apenas a recolha de amostras de sedimentos do fundo do mar. Tarefa que deverá estar concluída esta semana.

Note-se que “o curso de Hidrografia Cat A é um curso acreditado pela Organização Hidrográfica Internacional, dado pela Escola de Hidrografia e Oceanografia do Instituto Hidrográfico. Os hidrógrafos que terminaram o último curso são quatro oficiais de marinha que tiveram, neste levantamento, oportunidade de, sob a coordenação do hidrógrafo do levantamento (um oficial hidrógrafo mais experiente), colocar em prática todas as técnicas e conhecimentos adquiridos durante o curso bem como vivenciar e gerir o trabalho contínuo e duro de um levantamento hidrográfico”, concluíram.



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