O volume do comércio da China com os Estados do projecto One Belt, One Road atingiu 1,3 triliões de euros em 2018. Mais de metade (cerca de 60%) foram exportações chinesas para esses países
Porto de Colombo
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Em 2018, o comércio entre a China e os países situados ao longo do projecto Uma Faixa, Uma Estrada (One Belt, One Road, como é mais conhecida) totalizou 1,1 triliões de euros, mais 16,3% do que no ano anterior e mais 3,7% do que o crescimento do volume comercial da própria China, de acordo com o ministro chinês do Comércio, citado pelo Maritime Executive.

Segundo a mesma publicação, em 2018, a China exportou bens no valor de 618 mil milhões de euros para os países do projecto, mais 10,9% do que em 2017, e importou bens desses países no valor de 493,5 mil milhões de euros, mais 23,9% do que no ano anterior.

Meios de imprensa chineses, citados pelo Maritime Executive, referem que em 2018 as empresas chinesas investiram mais de 13 mil milhões de euros em sectores não financeiros dos países do projecto, mais 8,9% do que no ano anterior, e acolheram 5,2 mil milhões de euros em investimentos desses países, mais 11,9% do que em 2017.

A mesma publicação, com base na seguradora de créditos Euler Hermes, refere também que o comércio de mercadorias entre os países do projecto deve crescer 117,5 mil milhões de euros este ano, o que acrescentará 0,3% ao comércio mundial e 0,1% ao crescimento global.

Entretanto, dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) indicam que entre Janeiro e Novembro (inclusive) de 2018, o comércio bilateral entre Portugal e a China atingiu os 4,8 mil milhões de euros (+7,49% do que no período homólogo de 2017), um resultado das exportações chinesas, no valor de 3 mil milhões de euros (+7,05%) e das exportações portuguesas, que atingiram 1,8 mil milhões de euros (+8,23%).

No total, o comércio entre a China e os oito países de língua portuguesa ascendeu a 118,3 mil milhões de euros, mais 25,7% do que no mesmo período de 2017. A China exportou bens no valor de 33,5 mil milhões de euros (+16,1%) e importou bens de 87,7 milhões de euros (+29,3%), assumindo um défice de 51,1 mil milhões de euros.

Ainda segundo os mesmos dados do Fórum Macau, o Brasil foi neste período o principal parceiro comercial mundial chinês, com trocas que corresponderam a 75% do comércio com a China realizado pelos países de língua portuguesa. Neste período, o Brasil exportou para a China produtos no valor de 62 mil milhões de euros (+31,4%) e importou produtos no valor de 20 mil milhões de euros (+17,65%).

Em segundo lugar neste contexto, surge Angola, que realizou trocas comerciais com a China no valor de 22,2 mil milhões de euros (+22,78%). A China exportou bens estimados em 1,7 mil milhões de euros (-2,36%) e importou bens no valor de 20,4 mil milhões de euros (+25,62).

Referem os mesmos dados que o comércio bilateral da China com Moçambique ascendeu a 2 mil milhões euros (+37,66%), tendo a China exportado bens no valor de 1,5 mil milhões euros (+43,89%) e importado produtos no valor de 516 milhões de euros (+22,11%). O comércio da China com os restantes países de língua portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – somou 179,6 milhões de euros.

 



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