Investigadores da Universidade de Aveiro converteram estas lamas em esferas porosas capazes de limpar metais tóxicos de águas poluídas
Universidade de Aveiro
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Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) transformou as lamas vermelhas em “esferas porosas capazes de limpar metais tóxicos de águas poluídas”, refere um comunicado daquela instituição. Esta inovação tem especial importância dado que estas lamas, resultantes da produção de alumina, a principal matéria-prima na produção de alumínio e geradora de vários acidentes ambientais, “constituem um resíduo industrial altamente nocivo para o ambiente e, consequentemente, para a saúde humana”, refere a UA.

Segundo Rui Novais, investigador ligado a este projecto e citado pela UA, nesta investigação, pela primeira vez, “as lamas vermelhas foram utilizadas como precursor para a produção de esferas geopoliméricas altamente porosas utilizando um método simples e sustentável o que pode permitir uma fácil transição para um contexto industrial”.

Tais esferas, com 3 milímetros de diâmetro, “poderão ser utilizadas em aplicações industriais de elevado valor acrescentado”, como tratamento de águas residuais e produção de biogás, devido à respectiva capacidade absorvente de metais pesados ou corantes e regulação do pH da água, refere a UA.

“Geradas durante a produção de alumina, que é depois parcialmente transformada em alumínio, a reciclagem ou a reutilização das lamas vermelhas sempre foi uma tarefa problemática já que, por todo o mundo, a indústria já produziu cerca de 4000 milhões de toneladas de lamas vermelhas”, explica a mesma instituição. Actualmente, refere Rui Novais, “apenas cerca de 2,7% da produção anual de lamas vermelhas é reutilizada, o que, considerando a sua produção anual, estimada em cerca de 150 milhões de toneladas, levará inevitavelmente a um aumento do total acumulado em cerca de 146 milhões de toneladas por ano”.

A investigação foi capa da revista científica Materials Today, que publicou um artigo sobre o assunto assinado por Rui Novais, João Carvalheiras, Maria Seabra, Robert Pullar e João Labrincha, todos investigadores da UA, do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica e da Unidade de Investigação CIECO – Instituto de Materiais de Aveiro.



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