A necessidade de aproveitamento do Mar da China para explorar energias renováveis por parte do Governo chinês acelerou processos de exploração energética offshore na região, e a colaboração com investigadores britânicos insere-se nesse contexto
Energias renováveis offshore

Investigadores britânicos da Universidade de Exeter e chineses vão colaborar no desenvolvimento de tecnologias de energias renováveis oceânicas, no âmbito de um projecto que já conta com um financiamento de 1,3 milhões de euros, proveniente da Engineering and Physical Sciences Research Council, Natural Environment Research Council e National Natural Science Foundation of China, referem meios de informação internacionais.

Segundo Bing Chen, da Dalian University of Technology e principal investigador do projecto, a China acelerou o processo de desenvolvimento de energia solar em terra e no mar. Como os recursos hídricos, solares e eólicos estão principalmente localizados no Noroeste e Sudoeste do país, com uma distribuição energética saturada, os centros urbanos industrializados ao longo da costa não dispõem de energias renováveis suficientes.

Nesse sentido, resta ao país utilizar o Mar da China para obter tais recursos, dado que é potencialmente o maior mercado mundial offshore de energia, com uma capacidade de produção até 500 GigaWatts, um terço da qual só pode ser explorada através de dispositivos flutuantes. Além disso, o Governo chinês acredita que o potencial da energia eólica offshore equivale ao de 340 centrais energéticas alimentadas a carvão.



Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill