Numa campanha eleitoral em que a economia do mar está longe de ser um tema nobre, algumas ideias têm sido avançadas, como a de uma Academia do Mar em Porto Santo, entre críticas e apelos, como as de João Ferreira às quotas de pesca impostas por Bruxelas
Porto Santo
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Margarida Pocinho, candidata do CDS-PP pela Madeira às eleições europeias, aproveitou a campanha eleitoral para propôr esta semana a criação de uma Academia do Mar em Porto Santo, aberta a alunos madeirenses e estrangeiros. “Isto daria ao Porto Santo e à Madeira o desenvolvimento que é preciso”, referiu a candidata, citada pelo Jornal Económico.

No contexto da criação de um gabinete para apoiar candidaturas a fundos comunitários em Porto Santo, que também sugeriu, Margarida Pocinho lembrou que existem apoios financeiros para o mar e a biologia marinha, entre outras actividades. Na sua opinião, a economia do mar é prioritária, em particular, em aspectos relacionados com a renovação da frota de pesca e o aumento da quota para a pesca artesanal e sustentável.

Em Porto Santo, a candidata ouviu ainda apelos da população, que reclama que o ferry entre o arquipélago e o continente passe pela ilha.

Quem também tem dedicado tempo de campanha à economia do mar é João Ferreira, cabeça de lista da CDU às eleições europeias. Em Peniche, defendeu preços mínimos para o pescado e melhores os rendimentos dos pescadores, dando “um bocado mais daquilo que se ganha ao longo da cadeia ao primeiro elo da cadeia, que é o pescador”.

Em Portimão, João Ferreira defendeu mais financiamento europeu ao estudo dos recursos naturais, criticou as quotas de pesca por falta de fundamento científico e manifestou preocupação com a posição da ministra do Mar sobre a pesca da sardinha expressa à Antena 1.

A propósito das declarações de Ana Paula Vitorino, o candidato da CDU admitiu que “o que está em causa é a própria sobrevivência” da frota do cerco e da pesca da sardinha. Segundo defendeu, a solução estará em “medidas que permitam fazer face às dificuldades de anos sucessivos de paragem da pesca vários meses e quotas muito a baixo do necessário”. E lembrou que em Estrasburgo tem procurado “introduzir alterações para haver apoios às paragens biológicas e aumentar os recursos da União Europeia para a aquisição de dados sobre o estado dos recursos”.



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