Até ao final de 2019, a fragata Bartolomeu Dias será sujeita a trabalhos de modernização na Holanda no âmbito do programa Midlife Ugrade, que permitirá prolongar a vida útil do navio

Largou ontem para a Holanda a fragata Bartolomeu Dias, com o objectivo de iniciar um projecto de modernização destinado ao prolongamento da vida útil do navio até 2035. O processo deverá ter lugar até ao final de 2019, estando previsto o regresso da fragata a Portugal no início de 2020.

No âmbito desta modernização, serão actualizados “sistemas vitais do navio, como o de combate, o de comando e controlo da plataforma e outras valências necessárias para o navio continuar a cumprir com os elevados requisitos operacionais definidos pelas organizações de que Portugal é membro, caso da NATO e União Europeia”, esclarece a Marinha.

Diz a Marinha que esta modernização permitirá à fragata “estender o tempo de permanência ao efectivo da esquadra da Marinha Portuguesa, aumentar as suas capacidades de actuação e resposta, para que, a partir de 2020, possa ser empenhado num leque ainda mais abrangente de missões combatentes e não combatentes, no âmbito nacional e internacional, garantindo através da sua flexibilidade, versatilidade e resiliência, o empenhamento operacional nos diversos compromissos assumidos por Portugal”.

Este projecto de actualização enquadra-se no âmbito do programa Midlife Upgrade (MLU), que “inclui a modernização dos sistemas de armas, de sensores e de comunicações e alguns dos equipamentos ligados à propulsão, à manobra do navio e distribuição de energia” e será acompanhado pela guarnição do navio, que irá receber “formação com o objectivo de garantir a máxima exploração destes novos sistemas, bem como a necessária manutenção”, refere a Marinha.



6 comentários em “Fragata Bartolomeu Dias será modernizada na Holanda”

  1. Manuel Costa diz:

    Pena que a modernização seja efectuada com extremas dificuldades, face ao desvio de parte da verba inicialmente prevista (50 milhões de euros) para outras despesas fora do âmbito da modernização do navio.
    Sistemas inicialmente de previstos já não vão ser adquiridos, como o radar do mastro SEASTAR, bem como outras partes importantes no comando da plataforma.
    Diverso material já não vai ser revisto (exemplo as semi-rigidas) por falta de verba, e outras beneficiações iram ser canceladas.
    Alterações estruturais apenas se resumem ao novo mastro, tudo o resto se irá manter.
    Foi adquirido novo sistema de combate, mas os radares iram se manter os mesmos (mais uma vez uma borregada total da marinha).
    Mais uma vez a marinha faz mal o trabalho de casa. O navio irá ser empenhado
    em futuras missões Nato, mas continuará muito aquém face ás novas ameaças emergentes. Outras nações têm meios navais bem muito superiores aos nossos.
    Infelizmente o navio após modernizado continuará a ser uma anedota.
    Os Holandeses e os Belgas modernizaram também as suas fragatas da mesma classe (no total quatro), até os novos navios classe M sejam lançados ao mar (previsto para 2024).
    Portugal foi convidado para integrar neste protejo das novas class M, mas como
    pensam pequenino, não quiseram.
    A Bélgica vai gastar mil milhões de euros nestas duas novas fragatas.
    Portugal gastou 17 mil milhões de euros na banca nos últimos 10 anos.

    Portugal moderniza as suas duas fragatas para cumprirem missões até 2035, como sabemos tal não será verdade porque as duas fragatas iram ter destino idêntico á classe João Belo (serviu a marinha durante 40 anos).
    Já para não falar quem em 2035 já se encontraram obsoletas.
    Resumindo a MLU da classe Bartolomeu Dias, é uma limpeza geral e cosmética.

  2. Soraia Matos diz:

    A marinha não têm outra alternativa.
    Terá que efetuar a modernização conforme a situação financeira do país.
    O ideal seria comprar fragatas novas que a longo prazo seriam mais rentáveis ao estado. A atual Mlu ficará a longo prazo mais pesada aos cofres do estado porque os navios necessitaram de mais intervenções de manutenção, quer na Holanda ou em portugal nomeadamente no Arsenal do Alfeite S.A.
    Como contribuinte e como portuguesa estou a sentir-me lesada mais uma vez, pela má gestão financeira no ministério da defesa, da ignorância dos auditores de defesa nacional e da incompetência dos chefes do estado maior da armada e do chefe do estado maior general das forças armadas, pela falta de visão no futuro e deficiente estratégia nacional e obviamente concluio com as cores do partido político em gestão.

  3. Hugo Carvalho diz:

    A nossa marinha têm o hábito que adquirir o lixo dos outros.
    Além da classe Bartolomeu Dias, a marinha comprou os patrulhas que os Dinamarqueses já não queriam (classe Flyvefisken da década 80),para nós batizados como classe Tejo.
    Para os Dinamarqueses foi como ganhar a lotaria. Estes tinha os patrulhas encostados e tencionavam destruilos. Mas acontece que estes navios se forem destruídos, são altamente poluentes, por isso o custo da sua destruição seriam incomportável.
    Então aparecem os parolos da marinha portuguesa, para comprar estes chasos.
    Além de os comprarem sem armamento e sensores, estão a equipalos como umas “traineiras”.
    Têm o casco em fibra, que os torna inadequados para a nossa Costa.
    Até Marrocos aqui bem perto de nós tem uma frota naval de nós meter inveja.

  4. Vítor Madeira (Ship Spooter) diz:

    A Mlu da fragata Bartolomeu Dias, deu início com dois anos de atraso.
    Assim a valor inicialmente previsto para a modernização, atualmente não preenche todas as necessidades, abrigando a uma renegociação na contratação dos organismo envolvidos.
    O navio não ficará igual a sua congénere Belga e Holandesa, vocacionadas para missões menos exigentes. No entanto a Bartolomeu Dias vocacionada para missões mais complexas ficará aquém das necessidades. Sistemas armas e sensores de detecção radar obsoletos. Perde também na detecção submarina com a remoção do Towed Array sem substituição prevista.
    Não se compreende a falta de investimento na detecção antecipada , quando se prevê o upgrade para o novo Envolver Seasparow. Devia-se então substituir o radar SMART-s pelo novo SMART MK2 para detecção combinada , e adquirir o radar do mastro SEASTAR para vigilância de superficie curto alcance.
    Tudo o resto deveria ficar igual às belgas.

  5. João honorio diz:

    E meteu-se o estado português neste buraco…..que incompetência.

    Leiam com atenção, quem sabe o que faz;

    Belgium and the Netherlands Signed the MoU for New Frigates & MCM Vessels

    “..M-frigates Replacement

    According to the RNLN, the end of the life of the two M-frigates (Karel Doorman-class of multi-purpose frigates F831 HNLMS Van Amstel and F828 HNLMS Van Speijk) is nearing. They are less able to cope with current and future threats, their systems are outdated and spare parts are becoming difficult to obtain, with the consequence of disproportionately high maintenance costs. Same applies to the two M-frigates of the Belgian Navy: The Leopold I and the Louise-Marie.

    The Dutch Ministry of Defence started design studies for the M-frigates replacement in 2013. The new frigates are again set to fulfill a general purpose role with ASW as its specialty. Since the Royal Netherlands Navy deploys only six frigates in its fleet, the new surface combatants have to be able to perform well in all areas. This means that the vessels will be fitted with Standard Missile 2 or ESSM-projectiles.

    The construction of a complex ship like a frigate takes more than 7 years. The first new frigate is expected to be operational from 2025 onwards…”

    https://www.navyrecognition.com/index.php/news/defence-news/2018/june-2018-navy-naval-defense-news/6275-belgium-and-the-netherlands-signed-the-mou-for-new-frigates-mcm-vessels.html

  6. Anda tudo atrasado na marinha por culpa dos políticos já é tempo de Portugal estar mais avançado temos mar enorme e uma Marinha pequena os russos passam por aí á vontade e gozam de nós todos europeus temos que ter mais fragatas e navio polivalente o navio reabastecedor é também prioridade Inglaterra tem á venda era de aproveitar e também navio polivalente que satisfazia em termos militares ao nosso país.

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