Ir ao encontro da escolha do consumidor e deixar o mundo “mais verde” são as palavras chave do debate no último dia da Biomarine Business Convention.
Biomarine
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No último dia da Biomarine, os vários projectos apresentados e temas debatidos rondaram a questão da grande nova tendência que são as algas marinhas. Não só porque a escolha do consumidor está cada vez mais inclinada para as questões ambientais, como para a sua própria saúde, pelo que o mercado está a crescer muito rapidamente, principalmente o dos cosméticos, e da alimentação. Mas quais são os passos chave neste negócio? Obviamente há que saber lidar com as condições, pois é uma área sujeita à mãe natureza. Mas acima de tudo, estar a par das questões de sustentabilidade, qualidade e custo, foram as palavras-chave debatidas na passada Quinta-feira, último dia da BioMarine Business Convention.

Em Portugal, vários têm sido os projectos convergentes com esta ideia, como referiu antecipadamente a ministra do Mar. Paulo Pedro, biólogo marinho da Universidade do Algarve (UA) é um dos exemplos. A Caviar Portugal, que gere há mais de três anos, está no mercado português com algo que o mesmo não produz: ovas de esturjão, que produz em Vendas Novas, no distrito de Évora. Uma coisa que não é usual em Portugal, mas que com controle de temperaturas e plantas é possível. A grande prioridade é exportação, pois como refere, há um grande mercado na Rússia. Agora têm nova ambição: a produção de atum e de algum pescado, pois é o mercado português.

Também presente esteve a Lusalgae, apresentada por Tiago Morais, que começa por referir que Portugal, no Atlântico norte, tem o ecossistema perfeito para a produção de algas marinhas. Pelo que a empresa quer agora aumentar a escala da sua produção e produzir mais, quer para fármacos como para cosméticos. Mas confessam focar-se também no mercado de alimentação, que nos últimos anos tem conquistado muito interesse. A verdade é que “em competição” com a empresa só têm a empresa portuguesa Algaplus, a espanhola Portomuiños, a Seaweed e a Marinova.

 



2 comentários em “As algas marinhas começam a ser o presente e podem ser o futuro”

  1. Lázaro Silva diz:

    Pena não terem consultado a região autónoma dos Açores espacialmente as associações de pesca aonde poderiam encontrar uma associação representativa da apanha de algas nos Açores de uma empresa luso espanhola Associação de pescadores Graciosenses .

  2. Ernesto Melo Antunes diz:

    Muito bem!

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