Independentemente da actual grande preocupação com a sustentabilidade, ou até por causa disso mesmo, importa ter um cada vez mais apurado conhecimento dos materiais, e até recuperar o uso de materiais tão tradicionais como o cânhamo, decisivo, inclusive, nos Descobrimentos, quando há uma igual crescente tendência para as pessoas se fixarem sobretudo no litoral e em megacidades que, em 2050, espera-se, irão albergar já cerca 75% de toda a população mundial.


Um comentário em “Da arte de saber usar os materiais adequados numa Arquitectura Marítima”

  1. Pedro Pinheiro Augusto diz:

    Portugal não investe suficientemente no desenvolvimento de produto, nem sequer sabe identificar os materiais que tem à disposição. O eucalipto, por exemplo, é das madeiras mais resistentes, em termos estruturais (classificação D40, fora da escala do Eurocódigo 5, que só acompanha os materiais disponíveis na Alemanha, se me permitem a ironia).
    Por falta de domínio da física de construções, desprezamos a construção em terra, em palha, em madeira, etc.
    O custo dos materiais tradicionalmente disponíveis, de origem extractiva não renovável (aço, cimento, agregados, barro, gesso, etc.) não cobre o verdadeiro custo ambiental, pelo que não encorajam o desenvolvimento de novos produtos.
    O exemplo do cânhamo é flagrante, mais um.
    Parabéns pelo debate.

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