Um inquérito da Drewry revela que a maioria dos armadores prefere usar um combustível de baixo teor de enxofre em vez de instalar scrubbers ou recorrer ao GNL
A. Panagopulos
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Um inquérito realizado pela consultora Drewry a armadores de todos os tipos de navios de mercadoria revelou que 66% dos inquiridos consideram que face à necessidade de cumprir a obrigação de usar combustível marítimo com um teor de 0,5% de enxofre a partir de 2020, a melhor opção será usar mesmo esse tipo de combustível, em vez de instalar depuradores de gases de escape (scrubbers), preferidos por 13% dos inquiridos, ou recorrer a gás natural liquefeito (GNL), preferido por 8% dos armadores, refere o World Maritime News.

A margem entre as diferentes opiniões fica mais estreita quando se fala na melhor solução a adoptar relativamente a novos navios, ou seja, em navios a construir. Nesse caso, o combustível com baixo teor de enxofre continua a ser a opção mais preferida (37%), seguida pela de navios a GNL (24%) e em último pela de construir navios com scrubbers instalados (21%), refere o mesmo jornal.

Segundo a publicação, 66% dos inquiridos acredita que a obrigação vai mesmo entrar em vigor em 2020, conforme estabelecido pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla inglesa). Mas um elevado número de armadores consideraram difícil a execução da medida devido ao volume disponível desse combustível de baixo teor (que pode não ser suficiente à escala global), por um lado, e à capacidade limitada do mercado para adaptar os scrubbers à nova exigência (cujo custo constitui uma preocupação para os armadores).

De facto, 25% dos inquiridos considerou que a nova regulamentação deveria ser adiada por falta de prontidão do mercado, indisponibilidade do combustível necessário, falta de capacidade para adaptar os scrubbers, falta de infra-estruturas para o GNL e potenciais mudanças legislativas futuras.

O jornal cita a Drewry, para a qual os armadores estão de facto preocupados com a aproximação do final do prazo em questão, e refere que eles aguardam por algum tipo de clarificação da IMO ainda este ano relativamente a graus de tolerância quanto ao eventual incumprimento das novas regras. Os armadores esperam que essa clarificação atenue a sua ansiedade e que preveja tolerância para o incumprimento nos casos em que tal seja justificado.



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Próximos eventos

De momento não existem próximos eventos.

«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill