No seguimento de um estudo da Comissão Europeia sobre as AMP, destaca-se o facto de estas não serem apenas positivas para o ambiente, como também para a economia.
Lagostim
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O que para muitos é um custo e uma oportunidade perdida, revelou-se recentemente ser uma solução. Investigadores concluíram que as Áreas Marinhas Protegidas (AMP), não sendo motores principais de crescimento económico, conseguem contribuir simultaneamente para a conservação e para os benefícios económicos. Para tal, basta implementar práticas que regulem as actividades nas AMPs e estar atento à sua forma de gestão, segundo um estudo da Comissão Europeia citado pelo Safety4Sea.

Em rigor, há um custo inicial para implementar tais práticas, no entanto, estas podem trazer benefícios a longo prazo, por exemplo, mantendo ou até melhorando o capital natural subjacente. Na opinião de Caroline Hattam, economista ambiental do grupo Sea and Society da PML “embora as AMPs efectivas sejam uma ferramenta realmente importante de gestão e conservação marinha, estas não precisam ser vistas como um custo para os diferentes sectores que operam no ambiente marinho. Esses sectores precisam é de envolver-se com a gestão das AMPs, no entanto, para garantir que os seus interesses sejam considerados e que quaisquer oportunidades possam ser aproveitadas”.

No entanto, existem poucos estudos abrangentes de custo-benefício das AMPs. E os estudos que o fazem comparam uma grande proporção de benefícios, relacionada com melhorias no bem-estar social, em vez de benefícios da economia real aos sectores. Pelo que os mesmos concluem que os benefícios gerais do bem-estar das AMPs são mais importantes do que os custos totais.

Veja-se o exemplo do sector da pesca, nomeadamente em pequena escala pois beneficia mais, principalmente através de melhorias para as acções dentro ou fora de MPAs bem geridas, que se traduz em benefícios para os pescadores. Como para o turismo e actividades recreativas – uma melhoria geral na biodiversidade leva a um aumento dos clientes às MPAs e oportunidades para as pequenas empresas, ou mesmo o desenvolvimento de novas tecnologias.

Como ferramentas de conservação, as AMPs e a sua exploração económica não devem comprometer os objectivos primários, e porque ainda não existem estudos de custo-benefício de avaliação, é difícil demonstrar impactos reais na economia em geral. O que este relatório proporciona é auxílio na identificação das áreas nas quais futuros estudos devem ser direccionados. Evidenciando a necessidade de financiamento adequado, com uma gestão apropriada, que poderão ser incentivos a outras empresas para investir em novas oportunidades, nesta direcção.



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