Na sessão de abertura da conferência internacional do «Oceans Meeting 2017», a ministra do Mar reconheceu que a globalidade das soluções para os problemas do mar é uma ideia que só agora começa a fazer escola
GNL
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Todos os ministros presentes da reunião ministerial do «Oceans Meeting 2017» assumiram que os problemas do mar são globais, revelou a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, na sessão de abertura da conferência internacional promovida no âmbito daquela iniciativa.

Para a ministra do Mar, a plenitude desse reconhecimento “não é coisa pouca”, porque a admissão de que os problemas dos mares são globais e requerem soluções à escala global “é um pensamento que só agora começa a fazer escola”. Segundo Ana Paula Vitorino, “os problemas dos oceanos ou são enfrentados em conjunto ou não têm solução”.

A ministra do Mar acrescentou que “não há plano B para o mar, não há plano B para os oceanos”, e defendeu que “não podemos acabar com a galinha dos ovos de ouro”, porque “se anunciamos um futuro com base no mar, é com base naquilo que o mar nos pode dar, a sua sustentabilidade, os seus recursos”.

Na ocasião, Ana Paula Vitorino apelou à multidisciplinaridade na análise dos problemas do mar e ao envolvimento do meio financeiro para responder às necessidades. Duas ideias constantes da Declaração sobre os Oceanos e a Saúde Humana, subscrita no mesmo dia por todas as delegações presentes na reunião ministerial do «Oceans Meeting 2017». Finalmente, manifestou a esperança de que todos os subscritores venham a cumprir os compromissos assumidos na declaração.

Composta por 24 pontos, ou compromissos, a declaração terá sido subscrita por 70 delegações de mais de 50 países, incluindo 38 ministros e Secretários de Estado relacionados com os assuntos do mar. Segundo o Ministério do Mar, ali “constam compromissos de partilha de conhecimento e inovação tecnológica, em que o papel dos mares como fonte de nova esperança para o tratamento de doenças é também destacado”.

 



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