Segundo a consultora SeaIntel, o reajustamento dos serviços internacionais de transporte marítimo entre a Ásia e a Europa resultante das novas alianças no sector favoreceu alguns portos em prejuízo de outros, quer na Europa, quer na Ásia
Porta-contentores
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O reajustamento dos serviços de transporte marítimo nas rotas entre a Ásia e a Europa decorrente das alianças entre as grandes companhias do sector gerou vencedores e vencidos entre os portos internacionais, segundo a consultora SeaIntel, refere o World Maritime News.

Entre as referências a portos europeus, a SeaIntel inclui Valência (Espanha), na qualidade de vencedor, dado que nos últimos meses registou um acréscimo significativo de escalas, e Algeciras (Espanha), como vencido, pois entre 2014 e o primeiro semestre deste ano este porto terá perdido quase metade das escalas.

Ainda na Europa, o porto do PIreu (Grécia) é considerado o mais movimentado da rota entre a Ásia e o Mediterrâneo, com o maior número de escalas, mas conheceu uma diminuição de paragens com o reajustamento das redes de transporte das alianças. O porto de Fos Sur Mer (França) também perdeu escalas, mas já o de Gioia Tauro (Itália) ganhou terreno, com uma média de 13,5 escalas mensais no primeiro semestre de 2017 contra uma media mensal de quatro escalas em 2014. O porto de Marsaxlokk (Malta) também terá beneficiado com os reajustamentos de serviços.

No Norte da Europa, o jornal refere que London Gateway (Reino Unido) registou um aumento significativo de escalas mensais entre 2014 (quatro) e os meses mais recentes (dez). O jornal também refere os portos de Roterdão (Holanda), que tem o maior número de escalas de navios provenientes da Ásia na zona do Norte da Europa, Hamburgo (Alemanha), com o segundo maior número, e Antuérpia (Bélgica), que tem hoje mais escalas do que Bremerhaven (Alemanha), Le Havre (França) ou Felixstowe (Reino Unido).

Na Ásia, o porto de Singapura parece ter beneficiado com o realinhamento dos serviços entre a Ásia e a Europa, conservando o segundo maior número de escalas na Ásia, a par de Yantian e Ningbo, ambos na China, e depois de Shanghai, também na China. Apesar de ter registado uma quebra de escalas entre 2014 e 2017, o jornal refere que o porto teve um aumento desse número desde o realinhamento, sendo actualmente o que tem mais escalas de serviços destinados ao Mediterrâneo de toda a Ásia.

Ainda na Ásia, Port Klang (Malásia) perdeu escalas na sequência do reajustamento de linhas, a favor dos portos de Tanjung Pelepas (Malásia) e Singapura, e o porto de Shekou (China) superou os de Nansha e Chiwan, ambos também na China, em 2016, embora este último tenha entretanto conhecido um ressurgimento e recuperado vantagem sobre o de Shekou. O porto de Kaohsiung (Taiwan) também perdeu ligações ao Norte da Europa, ao contrário do de Tianjin/Xingang (China), que mais do que duplicou o número de escalas desde 2016 e está ao nível do porto de Busan (Coreia do Sul) e Qingdao (China).

 



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