Indústria e academias vão desenvolver um sistema pioneiro de reparação e inspecção para turbinas eólicas offshore, robotizado e autónomo
MIMRee
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Um consórcio de oito parceiros industriais e científicos vão trabalhar em conjunto no projecto MIMRee (Multi-Platform Inspection, Maintenance and Repair in Extreme Environments, para desenvolver a primeira solução de inspecção e reparação de parques eólicos offshore totalmente autónoma e robotizada do mundo. Segundo a imprensa internacional, o projecto está orçado em 4,4 milhões de euros e terá financiamento da Innovate UK, a agência de inovação do Reino Unido.

O projecto, previsto para dois anos, será chefiado pela Plant Integrity e incluirá ainda a Offshore Renewable Energy (ORE) Catapult, que fornecerá capacitação em indústria eólica offshore, experiência em engenharia e acesso a instalações de teste, o veículo autónomo Halcyon da Thales, a Universidade de Bristol, a Universidade de Manchester, a Royal Holloway University of London, o Royal College of Art e a Wootzano. Se for bem-sucedida, a solução poderá poupar cerca de 29,5 milhões de euros a um parque eólico ao longo do seu período de vida útil.

Num momento em que as energias renováveis, como a energia eólica, incluindo a offshore, esta solução terá a vantagem de ser uma alternativa às missões de inspecção e reparação de pás de turbinas eólicas, normalmente executadas por técnicos apoiados em cordas, frequentemente sob condições extremas e durante janelas de oportunidade meteorológicas muito estreitas. Além dessa questão de segurança pessoal, a solução pode ser economicamente vantajosa, pela celeridade do processo, pois o período de pausa de uma turbina e o recurso a navios de apoio constituem custos relevantes de manutenção que assim poderiam ser minimizados.

Com esta solução, os benefícios do MIMRee em termos de robótica, testes não destrutivos, inteligência artificial, planeamento espacial, nanobiotecnologia, engenharias marinhas e aéreas podem garantir que as operações de manutenção dos parques eólicos sejam efectuadas recorrendo a navios autónomos, veículos aéreos autónomos e robots rastejantes.

Desta forma, navios autónomos poderiam ser o ponto de partida de missões de planeamento, rastreio e mapeamento de pás de turbinas eólicas para compreender em que local devem os robots ser instalados, com drones lançados para estabelecer contacto visual obter imagens híper-espectrais de inspecção das pás e transportar robots dotados de braços reparadores.



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