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No momento em que a ACAP reage pontualmente às declarações do Ministro do Meio Ambiente, sobre “o fim dos automóveis à diesel”, a náutica, segmento que talvez tenha mais representatividade no maior setor da economia do mundo, a indústria do turismo – não por acaso esta engloba a do lazer, entretenimento, hotelaria e restauração, além da metade do segmento logístico, leia-se combustível – promove eleição. Dia 14 de março, a antiga Associação Portuguesa de Indústria e Comércio das Atividades Náuticas (APICAN), desde 2012 integrada na ACAP – Associação Automóvel de Portugal, elegerá a nova Comissão Executiva.

Mergulhar neste universo produtivo ebuliente na conjuntura atual não é tarefa para amadores, é preciso muita experiência e capacidade acumuladas. De um lado o governo autoriza um Ministro de Estado a chamar a atenção da opinião pública para a importância de se substituir a frota de veículos do país movida à diesel por autos menos poluentes, assim, da noite para o dia; de outro, um dos poucos setores produtivos que ainda conservam traços do início da revolução industrial, o “chão de fábrica”, “…lamenta que o Sr. Ministro não tenha ponderado o impacto das suas palavras na actividade das empresas do sector automóvel. O Sr. Ministro, ao proferir esta declaração, deveria ter tido em consideração que a indústria automóvel é a principal indústria exportadora em Portugal e que o sector automóvel é o principal contribuinte líquido do Estado, ao ser responsável por mais de vinte cinco por cento do total das receitas fiscais.”

Em meio a esta quebra-de-braço, abrigada sob o mesmo teto da ACAP, a APICAN, área da Náutica na entidade, promove eleição e é uma mulher que compra esta boa briga. Boa briga porque, diz o ditado, o mundo dos negócios deve ser encarado com a vontade dos otimistas vibrantes por bons resultados, e este foi o sabor da mensagem recebida pela lista dos concorrentes à direção da ACAP/APICAN. É a empresária Salete Novaes que lidera um grupo não menos entusiasmado de voluntários a mudar o rumo de quem produz barcos e demais suprimentos náuticos em Portugal. Um setor de ponta que consome combustíveis de toda a sorte, inova em várias vertentes e mobiliza cada vez mais novos adeptos, em direção ao mar, aos rios, aos lagos.

O momento de recondução a mares mais convidativos da Náutica não poderia ser melhor, quando Portugal abre os braços para o mar mais uma vez, desde a era dos descobrimentos das novas rotas marítimas.

Ainda não obtivemos resposta da ACAP/APICAN sobre todos os demais candidatos (se houver) à eleição do dia 14 de março de 2019, mas recebemos do grupo de empresários (abaixo relacionados) concorrentes à Comissão Executiva 2019/2021 sob o lema “A Náutica pela Náutica”.

Salete Novaes – Siroco S/A Equipamentos, para presidente com os seguintes integrantes:

Carlos Costa Santos Touron – Motores e embarcações

Hugo Henriques – Sopromar Estaleiro Naval

Pedro Vale – Boat Center Importador de Barcos

Rui Ferreira – Limatla Importador de Barcos

Manuel Braz – Sun Concept Construtor de Barcos Solares

António Baptista – San Remo Construtor

 

Segundo a Sra. Salete Novaes, o objetivo da nova Comissão Executiva que lidera é a “agregação para aumentar a visibilidade do setor, a credibilidade e o crescimento sustentável da náutica em Portugal. Queremos promover maior aproximação aos associados, mobilizar o setor, uma comunicação aberta ao exterior, a democratização do acesso à náutica, criar uma plataforma para criação de competências…”

Do programa da Comissão Executiva da Sra. Salete Novaes destacam-se as seguintes propostas:

  • Cultura Náutica: aproximar as diferentes associações, organismos públicos e privados, instituições e empresas de uma forma transversal a todos os setores. Relacionar mar e águas abrigadas, promover diversos eventos náuticos em diferentes localidades para apelar ao gosto e ao conhecimento pela náutica;
  • Regulamentação: induzir ao tratamento adequado da fiscalidade e da ordem jurídica da náutica;
  • Sustentabilidade Social: promover emprego, educação, sustentabilidade económica na náutica;
  • Formação Náutica: Ligação forte às universidades, Institutos politécnicos, escolas, centros científicos nacionais e Internacionais para criar competências náuticas, promovendo e empregabilidade, o conhecimento e a existência de mão de obra especializada no setor;
  • Internacionalização: captar os nautas estrangeiros e ter assento nos organismos e associações da indústria.


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