No Golfo da Guiné, onde temos indiscutíveis interesses estratégicos e se transformou, em termos de pirataria marítima, na área crítica do globo por excelência, a nossa capacidade de actuação está cada vez mais diminuída, o que não deixará ter, inclusive, implicações na nossa posição na União Europeia e no Mundo, como se depreende porquê pela entrevista tida com Luís Bernardino, Professor do IUM e especialista em assuntos estratégicos.


2 comentários em “A crescente incapacidade de Portugal defender os seus interesses no Golfo da Guiné”

  1. Alvaro OLIVEIRA diz:

    Na semana passada o Presidente da Nigéria, substitui os CMA dos três ramos das forças armadas.
    O novo Chefe de Estado Maior da Marinha, disse que a Marinha iria ser mais interventiva e faria a limpeza dos que têm coberto (ou participado) nos diferentes ataques aos navios na região.
    Na região a Nigéria é o único país com forças navais minimamente capacitadas para poderem actuar, mas não actuam, porque pactuam com estes crimes.
    A BIMCO é quem está a tentar implementar com o apoio da UE acções de protecção para a região. Marinhas de França, Espanha, Alemanha.
    A presença de Portugal é na região é nula, ou um patrulha da classe Cacine em S. Tomé e Principe, com parte da guarnição portuguesa, mas infelizmente estes navios ao fim de 50 anos não conseguem navegar a mais de 12 nós.
    O resto são noticias para os jornais, de faz de conta.
    A Espanha sim, porque tem uma Marinha a sério e desloca-a ara onde melhor lhes serve os seus interesses.

  2. Caro Sr. Álvaro Oliveira concordo com os seus comentários e todos constatamos que Portugal na região do Golfo da Guiné infelizmente pouco vale…no entanto em termos futuros podemos e devemos, em minha opinião, fazer uma inversão estratégica dessa postura pois o GG será um dos CoG globais onde tudo se vai passar nos próximos anos. Assim, na vertente Diplomática devemos reforçar a nossa presença nas Embaixadas e por via da UE…no mínimo. Em termos Económicos muito temos a fazer, nomeadamente procurar sensibilizar as nossa empresas e empresários a apostar nesta área do globo…e depois temos a nossa Economia de Defesa que está também fora desta dinâmica…infelizmente. Por fim a área de Defesa que deve estar estrategicamente integrada nas outras, implica uma maior presença em termos bilaterais mas também multilaterais (desejavelmente combinando as duas)…e liderar na UE esta presença naval…temos gente e meios para isso…assim o poder politico defina essa prioridade e assim queira. Vamos ver o que se passa no futuro…

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