Nesta tão singular e paradoxal nação no extremo Ocidental da Europa, quando tudo leva a crer haver reservas de gás natural passíveis de exploração comercial ao largo do Algarve, logo surgem vários movimentos contra, recorrendo a uma argumentação tão ingénua e pueril que se fica na dúvida se é apenas de muito espantar ou, mais gravemente, de muito suspeitar.
Project Forward

Um dos maiores desafios da nossa época é, como todos sabem, o desafio da energia.

Numa primeira instância, esse desafio traduz-se, de uma forma mais directa e por vezes mesmo brutal, na conquista e posse dos respectivos recursos, e, em segunda instância, no desenvolvimento de novos modos ou sistemas de produção de uma energia mais limpa, a partir, idealmente, de fontes renováveis, desde a produção de energia eólica às energias marinhas, entre outras possíveis, entre as quais, como a mais evidente, a solar.

Nada se diz de novo e não valerá a pena muito mais elaborar uma vez estarmos a escrever para leitores inteligentes e nada irritar e repugnar mais à inteligência do que a reverberação do óbvio como se grande novidade fora, tal como qualquer minimamente inteligente e medianamente informada já olhou para o Leste da Europa, para o Médio Oriente e para o Mar do Sul da China, entre outras situações, para saber exactamente o significado e as profundas implicações políticas e geoestratégicas do primeiro caso, como, passeando mesmo que distraidamente entre as nossas montanhas e vales, não deixará de ter, com certeza,  atendido à actual paisagem pejada das grandes hélices dos parques eólicos espalhadas já um pouco por todo o nosso território, o mesmo se dizendo dos painéis solares disseminados já também um pouco por todo o lado, ou de ter notícia de projectos como o WindFloat ao largo da Aguçadoura ou do WaveRoller ao largo de Peniche, entre outros, para saber exactamente do que se fala no segundo caso.

Neste enquadramento, também todos sabem e estão perfeitamente conscientes da questão que hoje se coloca ser a de quando e em que termos será possível avançar definitivamente para formas de produção e consumo de energia mais limpa, abandonando progressivamente as formas mais tradicionais, tendencialmente mais nocivas ao ambiente porque muitíssimo mais poluentes, essencialmente baseadas na exploração de hidrocarbonetos e não a de saber se essa evolução faz ou não sentido.

Como se sabe, essa evolução tem vindo a verificar-se paulatinamente mas, como todos sabem também, quer por razões de ordem tecnológica, quer por razões de ordem económica e de competitividade, a transição de uma situação para outra não é ainda passível de ser imediatamente realizada na sua integralidade sob pena de colapso, quer económico quer de fornecimento.

A transição far-se-á, sem dúvida, mas ainda levará tempo.

Mesmo a China, tradicionalmente consumidora de carvão, já começa a dar passos significativos para uma evolução para energias mais limpas, o mesmo sucedendo um pouco por todo o mundo, do Norte da Europa à Austrália, mas sempre de modo cauteloso, passo a passo, como uma evolução deste tipo sempre exige.

Haverá quem imagine ser possível uma evolução mais rápida e abrupta?

Com certeza, mas a situação é a que é e não se afigura legítimo sequer pugnar por uma radical alteração do dia para a noite, como se tal fosse possível ou sequer exequível.

No caso da Europa, os esforços para uma alteração de paradigma energético, como hoje se diz, são evidentes e justificam-se plenamente por três ordens de razão, sendo desde logo a primeira, a extrema dependência em que se encontra do fornecimento de terceiras potências; em segundo lugar, por razões de ordem ambiental, sendo cada vez mais evidente a consciência da necessidade de inversão do caminho até aqui seguido, por todas as razões tão bem conhecidas que, uma vez mais, também não vale a pena elaborar mais e, em terceiro lugar, em parte até decorrente das anteriores, por questões de competitividade.

Bastará olhar, uma vez mais, para o Leste, como, por exemplo, para as relações da Europa com a Rússia, para ilustrar apenas com o caso mais óbvio, para logo se entender e compreender bem as eventuais consequências gravíssimas, quer em termos políticas, geopolíticas ou geoestratégicas, dessa dependência de fornecimento de terceiras potências, como, no caso, do gás natural, tal como, no caso de Portugal, a relativa dependência que ainda se mantém de uma Argélia ou uma Nigéria também deverá fazer pensar, não obstante toda a diversificação que entretanto também se procura que suceda.

Por outro lado, basta pensar nas consequências em termos de saúde pública dos navios que transitam ao largo, de forma aparentemente inocente e quase sem que demos por eles, para se perceber igualmente a necessidade de uma mudança de paradigma, para nos ficarmos, uma vez mais, por um único exemplo, neste caso, talvez menos óbvio.

E, finalmente, um pouco decorrente de tudo quanto anteriormente referido, havendo consciência de os Estados Unidos conseguirem o fornecimento de energia a preços duas a três vezes mais baixos que a Europa, também facilmente se entende o que se pretende significar com questões de competitividade, sem necessidade de ir mais longe.

Num quadro como o descrito, se a dependência energética da Europa é um factor extremamente negativo e limitativo em termos políticos, geopolíticos e geoestratégicos, bem como a dependência da matriz dos hidrocarbonetos o é também em termos ambientais e até de competitividade, tudo quanto a Europa puder fazer para diminuir essa dependência e evoluir para novas formas de produção de energia, mais limpas e conferindo-lhe a maior independência possível, é, com toda a certeza, da maior relevância.

Sabendo, porém, não ser essa passagem passível de ser realizada de imediato e na integralidade, surgindo o gás natural, aparentemente, como o elemento natural de transição, se assim se pode dizer, esquecendo o pleonasmo, tudo quanto se fizer para diminuir as importações de terceiras fontes de fornecimento e aumentar a capacidade de autonomia, será, com toda a certeza, da mais alta relevância.

Se Portugal, em tal contexto, se afirma como um potencial centro de armazenamento de gás para fornecimento da Europa e, ainda por cima, dispõe, aparentemente, de reservas que poderão aumentar de forma crucial a sua autonomia em termos energéticos e, por extensão, a autonomia da Europa, é, com toda a certeza, da maior relevância que desenvolva essas potencialidades.

Por outras palavras, dada a importância e dependência da Europa em termos energéticos, dispondo Portugal das potencialidades que dispõe, não só não se entende como esse não é um tema a ser tratado como prioritário mas, pelo contrário quase se afigura não apenas irrelevante como até maldito, ouvindo-se mais a voz dos movimentos que querem o Algarve Livre de Petróleo e de Gás do que alguém do Governo que explique, de forma clara e de uma vez por todas, a importância estratégica da energia para Portugal e para a Europa e quais os planos nacionais nesse domínio.

Há a dificuldade das ligações à Europa, da posição francesa pouco interessada que tal suceda dada o seu investimento no nuclear?

Com certeza, como muito há a fazer em termos políticos e práticos na própria Península Ibérica e em Bruxelas, mas, antes de mais, é necessário termos um plano e a interrogação é esta: temos esse plano?

Não parece ser certo.

Ouvem-se os movimentos contra a exploração de gás no Algarve, confundindo-se propositadamente prospecção e exploração de gás com prospecção e exploração de petróleo, como se fosse tudo o mesmo, porque o petróleo é mais visível, mais mediático e mais facilmente identificável de forma negativa por todos.

Não falamos já dos movimentos iniciados, desenvolvidos e incentivados por grupos de cidadãos ingleses a viverem no Algarve e que o querem, provavelmente, sempre muito very typical como talvez imaginem que um dia tenha sido ou possa voltar a ser, mas dos portugueses, responsáveis, que, em vez de pensarem em sentido estratégico e em termos de independência nacional, se deixam seduzir por uma argumentação que começa por uma espécie de deificação sem sentido da natureza, passando pelo tão pueril quanto fácil e enganador raciocínio dicotómico, colocando todo o mal de um lado e toda a virtude de outro, sem deixar de terminar, evidentemente, com a identificação e atribuição de todo mal à iniciativa particular, às corporações, à ambição, à ganância, ao cego desejo de lucro dos malévolos indivíduos sem o devido enquadramento estatal, assim como todo o bem ao sacrossanto Estado, espécie de nostalgia talvez de um primitivo e comunitário tempo em que o «bom selvagem» ainda não havia sido corrompido pela civilização e que, hoje, só o forte e intransigente Governo, enquanto Estado, se encontra em condições de, tanto quanto possível, o reviver, emulando-o.

É certo não se saber quais as repercussões de tais movimentos ou se chegarão a ter sequer qualquer significativa repercussão. No limite, tudo poderá não deixar de ser muito barulho para nada mas, em qualquer caso, o que impressiona é não se ver, ou quase não se ver, o devido enquadramento estratégico destas questões em termos oficiais, como entendemos que deveria ser feito, para bem de todos, como, pelo contrário, o que assistimos agora é à aprovação pela Assembleia da Republica de uma recomendação ao Governo para imediata suspensão de todos os processos de concessão, exploração e extracção de petróleo e gás no Algarve.

Extraordinário.

No mínimo, de facto, de muito espantar, para mais não dizer.



6 comentários em “Portugal Livre de Gás”

  1. Miguel Caetano diz:

    Aconselho a leitura e uma maior informação sobre este tema, antes de estupidificar quem se opõe a que no Algarve queiram explorar Gás Natural e Petroléo
    http://www.ucsusa.org/climate-risks-overreliance-natural-gas-electricity-2013#.V0Q02fkrKUk

    Ou ainda:

    Alguns impactos da Perfuração de Gás Natural Offshore na Vida Selvagem Marinha

    • As condensações de gás natural e os resíduos da perfuração são muito tóxicos e podem afetar a sobrevivência ou o sucesso reprodutivo das espécies, através de exposição direta, afetando a distribuição, abundância, ou a disponibilidade de presas para muitas espécies aquáticas.

    • Um estudo da EPA* revelou lesões histológicas agudas em peixes capturados perto de plataformas de perfuração de gás natural.

    • As plataformas de gás natural offshore afetam a pesca comercial através da contaminação dos peixes com mercúrio, (incluindo garoupa, pargo, peixe vermelho, truta, atum, peixe-espada, cavala, etc.), interferindo com as rotas migratórias, desova, e áreas de alimentação para as espécies alvo, gerando poluição que destrói o habitat crucial para estágios larvais ou juvenis, provocando a redução das capturas.

    • Estudos em amostras de tecidos de peixes, crustáceos e moluscos, bem como amostras de sedimento, recolhidos nas proximidades das plataformas de perfuração de gás natural, demonstraram que continham níveis de mercúrio milhares de vezes superiores a outras recolhidas em outros locais.

    • O peixe e o marisco são atraídos para perto das plataformas de exploração de gás natural, em torno das quais também passam a alimentar-se, sendo que amostras de sedimentos indicam níveis de mercúrio muito elevados naqueles locais.

    • A contaminação por mercúrio em volta das plataformas de gás natural é tão grave, que foram colocados na lista de Prioridades Nacionais da EPA* como dos lugares mais poluídos do país.

    *EPA – US Environmental Protection Agency (Entidade para a Protecção Ambiental dos EUA)

    — A contaminação por Mercúrio e os seus efeitos nos humanos —

    O consumo de peixes e frutos do mar são de longe a principal fonte de exposição ao mercúrio relacionado com a ingestão em humanos. Animais que comem peixe intoxicam-se comendo peixes com mercúrio (biomagnificação) e podem intoxicar humanos quando consumidos. Até plantas e animais vegetarianos podem sofrer devido a bioconcentração de mercúrio na água do mar, na água doce, em sedimentos e na atmosfera.

    Os efeitos tóxicos incluem danos ao cérebro, rins e pulmões. O envenenamento por mercúrio pode resultar em várias doenças, incluindo acrodinia (doença rosa), a síndrome de Hunter e a doença de Minamata.

    Os sintomas dependem da forma de exposição e do derivado.
    No caso de consumo de frutos do mar com metilmercúrio os sintomas incluem:

    Perda parcial da visão periférica,
    Sensações de ardor ou agulhadas nos dedos, nariz e da boca,
    Perda da coordenação motora,
    Fraqueza muscular (astenia),
    Distúrbios da fala e audição,
    Redução das funções cognitivas (memória, percepção, aprendizagem…)

    Fontes:

    Defenders of Wildlife
    1130 17th Street, NW Washington, DC 20036
    Contact Lydia Weiss at 202-772-0250 or Lweiss@defenders.org

    Nota: As informações fornecidas foram recolhidas a partir das seguintes publicações do Serviço de Gestão de Minerais do Departamento do Interior dos EUA:

    -Deepwater Gulf of Mexico Environmental and Socioeconomic Data Search and Literature Synthesis. Volume I: Narrative Report. 2000. Minerals Management Service.

    -Interactions Between Migrating Birds and Offshore Oil and Gas Platforms in the Northern Gulf of Mexico. Final Report. 2005. Minerals Management Service.

    -Gulf of Mexico Offshore Monitoring Experiment, Phase I: Sublethal Response to Contaminant Exposure: Final Report. 1995. Minerals Management Service.

    Imagem: ©Eric Kulin/First Light/Corbis

    1. Gonçalo Collaço diz:

      Caro Miguel Caetano,
      Antes de mais, os nossos agradecimentos pelo seu comentário e pela informação adicional. Quanto à questão essencial, no artigo não se defende que o Gás Natural seja a solução definitiva, sabendo-se também não constituir uma solução ideal, nem sequer como combustível marítimo. Todavia, numa fase de transição, admite-se poder ser uma solução menos má, sendo exactamente isso que é necessário estudar, colocando, a par, todas as eventuais alternativas e as consequentes implicações de cada uma.
      Ou seja, embora possa parecer simpático não querer explorar gás no Algarve, o certo é que vamos continuar a necessitar de energia e teremos de a ir buscar a algum lado.
      Mesmo no caso do gás, não o vamos continuar a consumir? Não o vamos continuar a importar? A questão é apenas a de não querermos a exploração no nosso pátio?…
      Estamos em condições, tecnológicas e financeiras, de substituir todas as fontes de produção de energia mais tradicionais, exclusivamente por renováveis?…
      Muitas questões e questões complexas que a argumentação conhecida contra a exploração de gás no Algarve não parece conemplar e o artigo, mais do que a favor ou contra o gás, é, de facto, contra a pobreza de argumentação de quem é contra porque é contra e a falta de sério debate destas questões, mesmo de um ponto de vista estratégico, para Portugal.
      Tem a exploração de gás inúmeros inconvenientes e contra-indicações?
      Tem, mas a bosta de vaca também liberta metano, com gravíssimas implicações para o ambiente, e, até agora, não se ouviu ninguém defender terminar de vez com a criação de gado bovino…
      O exemplo é exagerado?
      Com certeza, propositadamente exagerado, de forma a chamar ainda mais a atenção para o ponto crítico, ou seja, para o facto de não podermos ver nunca uma situação, como a da exploração do gás, como algo isolado, perdendo o todo de vista.
      Por outras palavras, estamos dispostos a abdicar do modo de vida tal qual é hoje o nosso?
      Se estamos, então sim, talvez seja legítimo pugnarmos, sem mais, pela proibição da exploração de gás; contudo, se não estamos, então talvez não faça assim tanto sentido tal exigência, ainda por cima no modos em que é feita.
      E mesmo quanto às renováveis, não provocam as eólicas em terra uma poluição visual desgraçada e uma poluição sonora insuportável?
      Quem gosta de ver as horríveis pás espalhadas pelas colinas de algumas das nossas mais belas serras e montanhas? Quem é que, podendo, quererá viver próximo de tais monstros sonoros?…
      Vamos acabar com os terríveis parques eólicos?
      Dir-me-á, uma vez mais, não ser o mesmo por serem muito mais graves as consequências para o ambiente da exploração do gás?
      Com certeza, e, uma vez mais também, admitimos facilmente que sim, mas, nessa circunstância, o que importa não é limitar, mitigar e circunscrever ao máximo os respectivos riscos e a sua nocividade?
      Não são os pesticidas um problema para o ambiente? Mas não foi também graças aos mesmos pesticidas que o Séc. XX conheceu, pela primeira vez na História, um potencial de produção de alimentos capaz de suprir a nutrição de toda a população mundial?
      E mais do que isso, num mundo competitivo como o que vivemos, nas circunstâncias em que nos encontramos, faz sentido decidir seja o que for como se essa decisão não tivesse sempre também as mais graves implicações e repercussões em termos políticos, económicos e sociais?
      E não é exactamente essa a essência da política, saber analisar, ponderar e avaliar, em cada momento, os prós e contras de uma decisão, seguindo a que, supostamente, de acordo o melhor critério, seja a mais vantajosa nesse mesmo momento?
      Queremos o desenvolvimento económico de Portugal ou queremos transformá-lo numa espécie de estufa ambiental onde tudo é aparentemente perfeito do ponto de vista ambiental mas onde se torna impossível viver de acordo com os padrões da actualidade?
      Sendo sérios, vamos acabar com o uso do petróleo, com o uso do gás ou vamos, ao mesmo tempo que desenvolvemos novas tecnologias e se procuram novas soluções, tentar mitigar, limitar e circunscrever o que sabemos não serem as melhores soluções?
      E isto, afigura-se-nos, é exactamente o que está em causa.
      Entretanto, claro, estando interessado em escrever um artigo a defender os seus pontos de vista, respondendo às interrogações aqui muito sumária e pouco sistematicamente afloradas, teremos, evidentemente, todo o gosto em o publicar.
      Com os melhores cumprimentos,
      Gonçalo Magalhães Collaço.

  2. Pedro Pinheiro Augusto diz:

    Subscrevo o comentário acima e acrescento a preocupação com a eventualidade de recurso a técnicas de fracking para extração do gás. Acima de tudo, numa altura em que queremos travar o aquecimento global, as reservas de hidrocarbonetos já identificadas devem permanecer no solo, não há interesse em descobrir mais. O que devemos é mudar de paradigma energético e apostar completamente em renováveis e na eficiência energética.

  3. Nuno Baptista diz:

    Que cabotino ! Um exercício na arte de bem virar o bico ao prego e desperdício do meu tempo, tempo que já não recupero, enfim..

  4. João diz:

    Gostei muito do artigo, com questões muito pertinentes.
    Parabéns.

  5. António Paula Brito de Pina diz:

    Penso que poderia haver um consenso de avançar para a produção de gás natural e não de petróleo líquido. Se tal sucedesse poderíamos substituir o consumo de petróleo pelo de gás natural, o que é ambientalmente melhor.
    O dinheiro deste gás natural poderia ser obrigatoriamente utilizado para investir na transição energética do País para as energias renováveis.
    Teríamos assim um modelo inteligente em que aproveitávamos os benefícios económicos da produção de gás natural para melhorarmos o ambiente e tornarmos o nosso País mais rico e mais sustentável do ponto de vista ambiental.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Próximos eventos

De momento não existem próximos eventos.

«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill