UE financia projecto de quase um milhão de euros liderado pelo INESC TEC
STRONGMAR
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Desde Janeiro que o INESC TEC é líder do STRONGMAR, um projecto de capacitação científica e tecnológica relacionado com o mar, em especial, do Centro de Fotónica Aplicada, Centro de Robótica e Sistemas Autónomos e Centro de Telecomunicações e Multimedia, todos directamente envolvidos na iniciativa.

Previsto para terminar em 31 de Dezembro de 2018, o projecto é totalmente financiado pela União Europeia (UE), no montante de 999.203,75 euros, no âmbito do Programa Quadro Comunitário de Investigação e Inovação da UE Horizonte 2020. Enquanto líder do projecto, o INESC TEC será o principal beneficiário das acções que lhe estão inerentes.

Este valor é repartido pelos parceiros do projecto de forma desigual: INESC TEC – 507.880 euros, CINTAL/Centro de Investigação Tecnológica do Algarve -75 mil euros, Heriot-Watt University – 136.222 euros, Universidade de Girona – 155 mil euros, Universidade de Aberdeen – 125.001,25 euros e NATO Science & Technology Organization – 0 euros.

 

Benefícios

 

Segundo Eduardo Silva, responsável cientifico do projecto, coordenador do Centro de Robótica e Sistemas Autónomos do INESC TEC e professor adjunto no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) e do Instituto Politécnico do Porto (IPP), o número de pessoas abrangidas pelo projecto totaliza as 200, ou seja, as que têm actividades científicas e tecnológicas nas três unidades do INESC TEC envolvidas. O CINTAL tem 20 pessoas envolvidas.

De acordo com o mesmo responsável, os objectivos do STRONGMAR passam por “aumentar as qualificações dos recursos humanos de investigadores portugueses ou a trabalhar em Portugal, aumentar o potencial científico e tecnológico de Portugal, o investimento em I&D nacional, através da captação de financiamento europeu, ou contribuir para a exploração sustentável do potencial científico, tecnológico e económico do Mar”.

Entre as actividades previstas estão a organização de conferências científicas, escolas de Verão (em Portugal) e de Inverno (no estrangeiro) com componentes teóricas e práticas (mar), reuniões científicas de curta duração, visitas científicas, workshops temáticos e de transferência de tecnologia e reuniões de networking, e ainda participação em feiras internacionais.

O STRONGMAR visa também elaborar com os parceiros propostas de financiamento de projectos de I&D, reforçar as competências do INESC TEC em matéria de protecção e valorização da propriedade industrial e de transferência de tecnologia para as empresas, aumentar a visibilidade da instituição e reforçar a sua capacidade relativamente à prestação de serviços à comunidade.

De acordo com declarações de Eduardo Silva ao nosso jornal, “as principais vantagens do projecto são o facto de permitir organizar e participar num vasto conjunto de eventos que irão aumentar as capacidades científicas e tecnológicas das equipas de I&D do INESC TEC, e que de outra forma seriam impossíveis de realizar num espaço de tempo tão curto (3 anos) e na quantidade e qualidade prevista”.

Além disso, o projecto “coloca o INESC TEC em contacto directo e frequente com um conjunto de parceiros científicos e tecnológicos de topo, resultando daí uma grade partilha de experiências, conhecimento e networking alargado”, referiu-nos o mesmo responsável.

Para Portugal, os benefícios do projecto resultarão do aumento das qualificações dos recursos humanos e das capacidades do INESC TEC para realizar melhor investigação científica, designadamente, na área do mar, permitindo prestar melhores serviços à comunidade (academia e empresas). O nosso país beneficiará também com a criação de emprego qualificado, o aumento de investimento de I&D (através da captação do financiamento europeu) e a contribuição para melhor conhecimento e exploração sustentável do potencial do mar.

Questionado sobre o impacto da presença da NATO Science & Technology Organization (NATO STO) na segurança do modelo de investigação e divulgação do projecto, Eduardo Silva respondeu-os que não existe. Trata-se de “uma entidade subsidiária da NATO e que tem como principal objectivo a obtenção de vantagens colectivas para todos os membros da NATO nos domínios da ciência e tecnologia”. Acrescentou ainda que a participação da NATO STO no STRONGMAR faz-se através do CMRE – Centre for Maritime Research and Experimentation, uma entidade que tem por objectivo realizar actividades de I&D relacionadas com o mar.

 

Investimentos de 60 milhões de euros

 

O STRONGMAR é um dos 18 projectos relacionados com o mar em que o INESC TEC participa actualmente e um dos que arrancou este ano, tal como os projectos CORAL (sensores para exploração de recursos no mar profundo e sub-fundo do mar), MareCom (solução alternativa ao satélite e às tecnologias rádio VHF para comunicações em alto mar) e UNEXMIN (robôs autónomos para exploração de minas inundadas).

Dos 18 projectos, cinco são europeus de I&D (IVAMOS!, UNEXMIN, SUNNY, ICARUS e CINMarS), seis são nacionais de I&D (TURTLE, CORAL, My Tag, 3Port, SCAN e MareCom), quatro são financiados pelo EEA Grants (BLUECOM+, MarinEye, ENDURE e SeaBioData) e três são de capacitação científica ou de infra-estrutura (TEC4SEA, STRONGMAR e EMSO-PT).

O INESC TEC participa ainda em quatro redes de colaboração nas quais o mar é um elemento relevante: KIC Raw Materials (do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia), ERDEM – Environmentally Responsible Deep-sea Mining (com a European Innovation Partnership on Raw Materials), euRobotics (organização europeia com especialistas desta área) e Fórum Oceano.

Com estas 18 participações (liderando quatro), o INESC TEC integra uma rede de 100 parceiros e projectos que representam 60 milhões de euros de investimento, dos quais a instituição absorve cerca de 20% (aproximadamente12 milhões de euros).



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