Depois de resgatados, os migrantes provenientes da Líbia sequestraram o navio que os salvou no Mediterrâneo. Interceptados pelas autoridades maltesas, foram levados para Malta, onde três deles enfrentam uma acusação de sequestro de navio
Elhiblu 1
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Três dos migrantes envolvidos no alegado sequestro do navio tanque Elhiblu 1 na última semana, no Mediterrâneo, foram acusados precisamente de sequestro do navio pelas autoridades maltesas e enfrentam penas de prisão até 30 anos, referem vários meios de comunicação internacionais.

Os migrantes têm entre 15 e 19 anos, dois dos quais da Guiné e outro da Costa do Marfim, e alegam inocência, segundo as notícias vindas a público. Mas ter-lhes-á sido recusada caução.

Recorde-se que na última semana, o navio resgatou do mar mais de 100 migrantes provenientes da Líbia (108 ou 120, conforme as fontes). Depois de estarem a bordo e face à intenção do capitão de os fazer regressar a território líbio, amotinaram-se e tomaram o controlo do navio e exigiram uma mudança de rumo. O navio dirigiu-se para norte mas foi abordado pelas forças militares maltesas, que recuperaram o controlo e o devolveram ao capitão.

São três desses migrantes que estão agora acusados de sequestro. Contudo, o jornal Times of Malta, com base em fontes policiais, citado pelo Safety4Sea, terá referido ainda que o próprio capitão do navio também enfrenta acusações, no seu caso, de tráfico de pessoas.



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Próximos eventos

  1. Selvagens Ilhas Afortunadas

    Junho 6
«Foi Portugal que deu ao Mar a dimensão que tem hoje.»
António E. Cançado
«Num sentimento de febre de ser para além doutro Oceano»
Fernando Pessoa
Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto.
Vergílio Ferreira
Só a alma sabe falar com o mar
Fiama Hasse Pais Brandão
Há mar e mar, há ir e voltar ... e é exactamente no voltar que está o génio.
Paráfrase a Alexandre O’Neill