Contra a vontade de alguns Estados da Costa Leste dos Estados Unidos, as suas águas poderão mesmo vir a ser sujeitas a prospecção de hidrocarbonetos
Joe Balash
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O Secretário para a gestão da terra e minerais do Departamento do Interior dos Estados Unidos (o equivalente a um responsável do Ministério da Administração Interna), Joe Balash, terá admitido que o Governo norte-americano tem considerado a possibilidade de realizar testes sísmicos na Costa Leste, visando a eventual prospecção petrolífera em águas do Atlântico, refere o Safety4Sea, com base em informações da Reuters.

O anúncio terá sido feito durante uma recente conferência sobre energia e surge num momento em que os Estados Unidos se preparam para divulgar um plano de prospecção a cinco anos que pode aumentar a área disponível para o efeito e reforçar a produção de petróleo, gás e carvão, refere a publicação. Além disso, refere-se que o Gabinete da Gestão da Energia Oceânica do mesmo Departamento está a rever candidaturas a testes sísmicos em áreas entre os Estados do Delaware e a Florida, ambos com costa atlântica.

Todavia, vários Estados entre a Nova Inglaterra e a Florida estão contra este esforço de prospecção offshore e têm apelado ao Governo para serem excluídos desse plano. Segundo tem vindo a público, esses Estados temem que o risco de um derrame petrolífero seja maior do que os benefícios induzidos pelas promessas de novos postos de trabalho e receitas decorrentes da prospecção.

Após o anúncio de uma proposta preliminar do Departamento do Interior que abria 90% da plataforma continental dos Estados Unidos à prospecção de petróleo e gás, em 2018, revertendo uma decisão de Barack Obama, o então Secretário do Departamento do Interior, Ryan Zinke, admitiu excluir a Florida desse plano e referiu que pelo menos seis Estados ficariam satisfeitos com o plano definitivo, já que as suas águas não teriam recursos suficientes que justificassem a exploração.

No entanto, em Dezembro, Ryan Zinke demitiu-se e desde então não é claro se o plano original sofreu alguma alteração e com isso, as expectativas dos Estados visados.

 



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