O Instituto Nekton Deep Ocean Research arrancou este mês com um estudo sobre o mar profundo no Índico e a Inmarsat tenciona proceder à transmissão, em tempo real da expedição
Comissão Europeia
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A Inmarsat, importante empresa de origem britânica que disponibiliza serviços de comunicação móvel no mar, em terra e no ar, está a unir esforços com o Instituto Nekton Deep Ocean Research, também britânico, para transmitir, em tempo real, o projecto que o instituto está a levar a cabo sobre o mar profundo, segundo o comunicado oficial

Denominado «First Descent», o projecto, que pretende explorar e conservar o Oceano Índico – o mais desconhecido e desprotegido do mundo – durará três anos e combinará inovação com inteligência artificial e comunicação.

A primeira missão de uma expedição no âmbito deste projecto será baseada nas Seychelles, onde a embarcação-mãe do «First Descent», a Ocean Zephyr, abrigará uma equipa de cientistas, submersíveis e de veículos pilotos operados remotamente (ROV), engenheiros sub-aquáticos e jornalistas durante sete semanas. A sua missão foca-se na biodiversidade desde a superfície até à Zona de Batyal (200m a 3000m), mais impactada pelas actividades humanas. Pelo menos 50 descidas estão planeadas durante a primeira expedição.

A expedição será realizada com o Fleet Xpress, serviço de satélite de dados de alta velocidade da Inmarsat, e os relatórios serão transmitidos para veículos dos meios de comunicação em todo o mundo, para serem revelados em programas ao vivo produzidos pela Sky News e Sky Atlantic como parte da Sky Ocean Rescue. Realidade que será possível graças à Cobham SATCOM que forneceu um terminal de banda Ka compacto SAILOR 100 GX.

“As comunidades biológicas que estamos a pesquisar são críticas por muitas razões desde a estabilidade climática à segurança alimentar, desde a ciclagem de carbono ao ar que respiramos. A nossa pesquisa multidisciplinar investiga os sistemas biológicos e o seu ambiente físico e químico, permitindo identificar os principais parâmetros e padrões de mudança oceânica”.

“Esperamos descobrir dezenas de espécies novas para a ciência que poderiam ser de corais, algas ou esponjas a animais maiores e mais carismáticos, como tubarões-cão” explicou Lucy Woodall, Principal Cientista da Universidade de Oxford, a chefiar o projecto.  Os dados da missão serão disponibilizados no OcToPUS – a Ferramenta do Oceano para Entendimento Público e Ciência -, o primeiro portal global de dados oceânicos de fonte aberta do mundo.



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